Antes de tudo vou deixar claro, não julgo quem faz festa festa em casas de festas, muito menos quem faz festas grandes no primeiro ano, no entanto para nossa família a opção foi diferente.
O um aninho do meu filho foi comemorado de forma dupla. Minha sogra e a bisa fizeram uma festa para ele e a afilhada/bisneta americana que estava no Brasil. A comemoração dupla teve meu toque, mas considero a festa oficial mesmo um bolinho no dia do aniversário com avós, bisavós e amigas que moram por perto. Foi um lanchinho simples com bolinho, mas feito com muito carinho e marcado no coração.
As festas do filhão sempre foram no melhor estilo “mutirão de família”. Talvez herança das festas que eu e marido tivemos quando criança. Nossas mães, ambas criativas e talentosas, participaram da leva de mães que criaram festas decoradas, com brindes e brincadeiras originais. Somado a isto minha vó era uma boleira, doceira nata, capaz de construir castelos com bolos e chocolates. Eu e meus irmãos crescemos organizando churrascos e festas desta forma, cada um fazendo um pouco, envolvendo os amigos.
A última festa do filhão tivemos que encolher muito a lista. A grana não estava muito estável e não contratamos o toldo que cobre o gramado da vovó. O medo de muitas crianças dentro da sala recém decorada dela foi grande. No entanto filhão veio com um tema que transformou todo o planejamento. Ele queria a festa de super herói, quando questionado qual herói a resposta não poderia ser melhor
“O super herói que tem dentro de mim!”

Pesquisei muito na internet, principalmente as festas americanas (sempre com no máximo 8 crianças) e fomos adaptando as ideias. Conversei com filho e ficou combinado que comemoraria com os amigos da escola na escola e teríamos uma lista bem enxuta de amiguinhos.
Mamãe com formação em design gráfico arregaçou as mangas. Criamos um boneco/herói com algumas características dele, com um símbolo único, mas que o lembrasse dos heróis que conhece.

Brincadeiras? Um pula pula, alguns brinquedos dele no gramado, um peso de isopor e plaquinhas para tirarem fotos bancando herói e o maior sucesso da festa, caixas de papelão que o mercado próximo nos cedeu pintadas para brincar como blocos gigantes. Passados mais de 6 meses os blocos continuam na casa da vovó e sempre fazem parte das brincadeiras por lá.



O brinde? Tenho adotado sempre algo que seja parte das brincadeiras ou de uma atividade da festa. No 2º aniversário bolas e bambolês, no 3º raquetes em formatos diversos para fazer bolhas de sabão e neste cada criança recebeu um envelope com uma máscara e dentro uma capa com pedaços de feltro incluindo sua inicial para personalizar a capa.


As comidas também são simples. Nada de buffet, nada de frituras. Servimos pães de queijo, nuggets e pipoca. Uma mesa de apoio fica disponível para os convidados com pastas, pães diversos, frios, cachorro quente num rechau para ficar quentinho e muitas frutas. Sim, são sempre um sucesso! Outra dica já adotada por outras amiga mamães é colocar potinhos com biscoito maizena e polvinho ao alcance das crianças. Bebidas em isopor, algumas jarras e copinhos para os convidados se servirem.


Eu penso que festa é sempre festa. Particularmente não curto o barulho das casas de festa ou animações que em raríssimas exceções em equipe praparada para lidar com crianças. Meu intuito é apenas deixar o relato, compartilhar o que fizemos com carinho e mostrar que existem muitas alternativas de como comemorar.

Agradecimento especil para:
- minha irmã
Sabores da Alma que herdou os dons da vovó e faz os bolos e doces todos os anos.
- as amigas que muitas vezes colocam a mão na massa comigo e meu marido
- a Ju da
Mamãe Eu Quero que preparou as capas com muito carinho
- a
Vivi Fotografia que registrou tudo captando caretas do filhão que nunca consigo e momentos tão especiais
- a todos que estiveram presentes neste dia especial