Dia 15 antes era apenas a véspera das minhas bodas... um dia comum, na maioria das vezes um dia corrido pela proximidade com as festas e encerramento de ano. Agora tudo mudou! Dia 15 será um dia sempre para se comemorar!
Curiosa? Leia o texto abaixo escrito pelo meu irmão!
Tchi-Tchlim
O dia seria muito corrido. O despertador tocou às 7h. Tinha que terminar uma minuta de contrato de compra e venda antes da consulta à obstetra. A expectativa era enorme. As tarefas do dia preocupavam muito. Sabia que tudo deveria ser calculado, caso contrário o tempo seria muito curto para todos os compromissos da agenda. A última consulta do pré-natal atrasara mais de uma hora para iniciar o que só aumentava a minha agonia. Afinal, eu tinha mil processos para analisar, MBA de 18h às 22h e mais coisas para fazer quando estivesse em casa.
Seguiu o exame com a presença da minha bolota (apelido carinhosamente dado à barriga da mamãe), da irmãzinha e da vovó. Um pequeno parêntese para frisar que a referência é o nascituro Pedro e que minhas avós infelizmente já são falecidas há anos.
Sabia que poderia sair dali direto para o hospital, mas realmente esperava que meu filho fosse nascer entre o natal e o réveillon. Acho que não sou o único com pressa. Será que ele odeia tanto quanto o pai ficar esperando?
Quinta-feira, 15 de dezembro de 2011. Hoje, três dias antes, descobri o dia que comemorarei o aniversário de meu filho para o resto de nossas vidas. Se nós quatro estávamos emocionados na sala de consulta foi a minha lágrima que abriu a porteira (ou cachoeira) para que todos chorassem de emoção. A mais contida foi a irmã Clarinha que se desdobrava para dar carinho e consolar os três chorões ao mesmo tempo.
Aquela notícia acabou com a correria. Não que fosse deixar de cumprir os compromissos, mas a rotação do mundo diminuiu, ou até mesmo parou por algum tempo. No caminho até o metrô um açaí substituíra o almoço. Não era possível engolir algo mais consistente do que isso com o enorme nó de emoção que tinha em minha garganta. Pela primeira vez optei pelos passos curtos e calmos ao invés da esteira rolante do metrô da General Osório. A esperança era que cada colherada trouxesse um pouco mais de serenidade diante da grandiosidade da notícia que eu tinha acabado de receber.
Os óculos escuros serviram para esconder parcialmente a choro de um homem de 34 anos, no meio do dia, em plena Ipanema. Considerando que estava em plena Farme de Amoedo com toda a sua fama, certamente alguém pensou que eu devo ter tomado um fora de algum “namorado”. Que pensem o que quiserem! Não importa. O dia e a hora estavam marcados. Pedro chegaria em breve.
Sabia que seria pai desde que um risquinho azul apareceu em um exame de farmácia realizado no banheiro do Via Parque, antes do show do Kid Abelha. A mulher sente muito mais a maternidade do que o homem, afinal está tudo literalmente dentro dela. Mas a minha ficha definitiva demorou um pouco mais para cair. Nada substituiria aquela avalanche de sentimentos com uma simples frase: “Será no dia 15”.
Adolfo
O Universo Materno parece um mundo paralelo. Um planeta do qual só entende quem o vivencia. Aqui divido minhas aventuras neste novo universo e mais...espero torná-lo um espaço para desabafos, troca de opiniões e informações. Sejam bem-vindas! (Minhas opiniões não são regras, cada um sabe o que é melhor para si e seus filhos. Em nenhum momento tenho a pretensão de substituir médicos e pediatras)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Festas Infantis como antigamente
Antes de tudo vou deixar claro, não julgo quem faz festa festa em casas de festas, muito menos quem faz festas grandes no primeiro ano, no entanto para nossa família a opção foi diferente.
O um aninho do meu filho foi comemorado de forma dupla. Minha sogra e a bisa fizeram uma festa para ele e a afilhada/bisneta americana que estava no Brasil. A comemoração dupla teve meu toque, mas considero a festa oficial mesmo um bolinho no dia do aniversário com avós, bisavós e amigas que moram por perto. Foi um lanchinho simples com bolinho, mas feito com muito carinho e marcado no coração.
As festas do filhão sempre foram no melhor estilo “mutirão de família”. Talvez herança das festas que eu e marido tivemos quando criança. Nossas mães, ambas criativas e talentosas, participaram da leva de mães que criaram festas decoradas, com brindes e brincadeiras originais. Somado a isto minha vó era uma boleira, doceira nata, capaz de construir castelos com bolos e chocolates. Eu e meus irmãos crescemos organizando churrascos e festas desta forma, cada um fazendo um pouco, envolvendo os amigos.
A última festa do filhão tivemos que encolher muito a lista. A grana não estava muito estável e não contratamos o toldo que cobre o gramado da vovó. O medo de muitas crianças dentro da sala recém decorada dela foi grande. No entanto filhão veio com um tema que transformou todo o planejamento. Ele queria a festa de super herói, quando questionado qual herói a resposta não poderia ser melhor “O super herói que tem dentro de mim!”

Pesquisei muito na internet, principalmente as festas americanas (sempre com no máximo 8 crianças) e fomos adaptando as ideias. Conversei com filho e ficou combinado que comemoraria com os amigos da escola na escola e teríamos uma lista bem enxuta de amiguinhos.
Mamãe com formação em design gráfico arregaçou as mangas. Criamos um boneco/herói com algumas características dele, com um símbolo único, mas que o lembrasse dos heróis que conhece.



Brincadeiras? Um pula pula, alguns brinquedos dele no gramado, um peso de isopor e plaquinhas para tirarem fotos bancando herói e o maior sucesso da festa, caixas de papelão que o mercado próximo nos cedeu pintadas para brincar como blocos gigantes. Passados mais de 6 meses os blocos continuam na casa da vovó e sempre fazem parte das brincadeiras por lá.






O brinde? Tenho adotado sempre algo que seja parte das brincadeiras ou de uma atividade da festa. No 2º aniversário bolas e bambolês, no 3º raquetes em formatos diversos para fazer bolhas de sabão e neste cada criança recebeu um envelope com uma máscara e dentro uma capa com pedaços de feltro incluindo sua inicial para personalizar a capa.


As comidas também são simples. Nada de buffet, nada de frituras. Servimos pães de queijo, nuggets e pipoca. Uma mesa de apoio fica disponível para os convidados com pastas, pães diversos, frios, cachorro quente num rechau para ficar quentinho e muitas frutas. Sim, são sempre um sucesso! Outra dica já adotada por outras amiga mamães é colocar potinhos com biscoito maizena e polvinho ao alcance das crianças. Bebidas em isopor, algumas jarras e copinhos para os convidados se servirem.


Eu penso que festa é sempre festa. Particularmente não curto o barulho das casas de festa ou animações que em raríssimas exceções em equipe praparada para lidar com crianças. Meu intuito é apenas deixar o relato, compartilhar o que fizemos com carinho e mostrar que existem muitas alternativas de como comemorar.


Agradecimento especil para:
- minha irmã Sabores da Alma que herdou os dons da vovó e faz os bolos e doces todos os anos.
- as amigas que muitas vezes colocam a mão na massa comigo e meu marido
- a Ju da Mamãe Eu Quero que preparou as capas com muito carinho
- a Vivi Fotografia que registrou tudo captando caretas do filhão que nunca consigo e momentos tão especiais
- a todos que estiveram presentes neste dia especial
O um aninho do meu filho foi comemorado de forma dupla. Minha sogra e a bisa fizeram uma festa para ele e a afilhada/bisneta americana que estava no Brasil. A comemoração dupla teve meu toque, mas considero a festa oficial mesmo um bolinho no dia do aniversário com avós, bisavós e amigas que moram por perto. Foi um lanchinho simples com bolinho, mas feito com muito carinho e marcado no coração.
As festas do filhão sempre foram no melhor estilo “mutirão de família”. Talvez herança das festas que eu e marido tivemos quando criança. Nossas mães, ambas criativas e talentosas, participaram da leva de mães que criaram festas decoradas, com brindes e brincadeiras originais. Somado a isto minha vó era uma boleira, doceira nata, capaz de construir castelos com bolos e chocolates. Eu e meus irmãos crescemos organizando churrascos e festas desta forma, cada um fazendo um pouco, envolvendo os amigos.
A última festa do filhão tivemos que encolher muito a lista. A grana não estava muito estável e não contratamos o toldo que cobre o gramado da vovó. O medo de muitas crianças dentro da sala recém decorada dela foi grande. No entanto filhão veio com um tema que transformou todo o planejamento. Ele queria a festa de super herói, quando questionado qual herói a resposta não poderia ser melhor “O super herói que tem dentro de mim!”
Pesquisei muito na internet, principalmente as festas americanas (sempre com no máximo 8 crianças) e fomos adaptando as ideias. Conversei com filho e ficou combinado que comemoraria com os amigos da escola na escola e teríamos uma lista bem enxuta de amiguinhos.
Mamãe com formação em design gráfico arregaçou as mangas. Criamos um boneco/herói com algumas características dele, com um símbolo único, mas que o lembrasse dos heróis que conhece.
Brincadeiras? Um pula pula, alguns brinquedos dele no gramado, um peso de isopor e plaquinhas para tirarem fotos bancando herói e o maior sucesso da festa, caixas de papelão que o mercado próximo nos cedeu pintadas para brincar como blocos gigantes. Passados mais de 6 meses os blocos continuam na casa da vovó e sempre fazem parte das brincadeiras por lá.
O brinde? Tenho adotado sempre algo que seja parte das brincadeiras ou de uma atividade da festa. No 2º aniversário bolas e bambolês, no 3º raquetes em formatos diversos para fazer bolhas de sabão e neste cada criança recebeu um envelope com uma máscara e dentro uma capa com pedaços de feltro incluindo sua inicial para personalizar a capa.
As comidas também são simples. Nada de buffet, nada de frituras. Servimos pães de queijo, nuggets e pipoca. Uma mesa de apoio fica disponível para os convidados com pastas, pães diversos, frios, cachorro quente num rechau para ficar quentinho e muitas frutas. Sim, são sempre um sucesso! Outra dica já adotada por outras amiga mamães é colocar potinhos com biscoito maizena e polvinho ao alcance das crianças. Bebidas em isopor, algumas jarras e copinhos para os convidados se servirem.
Eu penso que festa é sempre festa. Particularmente não curto o barulho das casas de festa ou animações que em raríssimas exceções em equipe praparada para lidar com crianças. Meu intuito é apenas deixar o relato, compartilhar o que fizemos com carinho e mostrar que existem muitas alternativas de como comemorar.
Agradecimento especil para:
- minha irmã Sabores da Alma que herdou os dons da vovó e faz os bolos e doces todos os anos.
- as amigas que muitas vezes colocam a mão na massa comigo e meu marido
- a Ju da Mamãe Eu Quero que preparou as capas com muito carinho
- a Vivi Fotografia que registrou tudo captando caretas do filhão que nunca consigo e momentos tão especiais
- a todos que estiveram presentes neste dia especial
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Bullyng às avessas
Lembram do coleguinha de classe do filhão que mordia e empurrava os amigos? Não, ele não matou ninguém como alguns pareciam esperar. A criança evoluiu muito. Continua sendo uma criança agitada, às vezes estabanado, mas um ótimo menino. A escola orientou a família e com dedicação de ambos tudo melhorou.
Inocente que sou, pensei que tudo estava bem. Um belo dia recebo o aviso de uma reunião com os pais da turma do meu filho na escola, a escola enfatizando a importância de todos comparecerem. O motivo, a turma descriminando o menino com quem meu filho teve problemas. Vou chama-lo novamente de Pedro para facilitar.
Eu já tinha comentado com a direção que um dia observei a turminha taxando Pedro como mau. As crianças brincavam um dia na casinha de três porquinhos e quando Pedro falou que gostaria de brincar imediatamente falaram "você é o Lobo Mau". Ele inistia falando que não, mas os colegas insistiam que ele seria o Lobo. A escola prometeu observar e todos acreditavam que como ele evoluia, aos poucos os colegas esqueceriam, afinal crianças brigam e no momento seguinte se abraçam.
O mais triste e o que eu nunca esperava é que nada mudou, não por culpa das crianças, mas dos pais. Durante a reunião fiquei sabendo que alguns pais pediam a professora, na frente dos filhos, que não sentasse a criança perto do Pedro. A professora também presenciou adultos falando com alunos ao busca-los na escola " Pedro bateu em você hoje?" Nada de perguntar como foi o dia, a aula, a preocupação era somente em relação ao Pedro.
A criança percebe que tudo é o Pedro, que esperam que o Pedro bata, qual resposta vocês acham que ela dará? Para completar Pedro passou por uma cirurgia e ficou duas semanas ausente da escola. Durante este período 3 reclamações com a direção de que ele bateu ou mordeu colegas da turma. Como?! Virtualmente?!
Durante a reunião recebemos todos um belo puxão de orelha da psicóloga da escola e da professora. No bate papo descobrimos que alguns pais ainda ensinavam o velho " bateu levou". Muita conversa e a psicóloga pediu o comprometimento de todos para não taxar nenhum aluno, muito menos ensinar a bater. Deveríamos agir como grupo para o bem coletivo.
A professora tranquilizou muitos pais sobre como seus filhos agiam em momentos de conflito, mostrando que crianças consideradas fracas e indefesas pelos pais sabiam muito bem se defender.
Aparentemente tudo parece estar melhor e espero que realmente todos estejam cumprindo o famoso combinado.
Fica o alerta! Crianças apenas precisam de carinho e atenção e, até os que passam pela fase de morder e bater, evoluem e mudam. Não estigmatize seu filho ou crianças ao redor.
Para quem não leu o texto anterior contando o que ocorreu, dando dicas para identificar bullying e questionando se ocorre ou não na educação infantil aqui está - Bullying na Educação Infantil
Atualização agora no ano de 2012 - hoje Pedro está entre os amigos mais próximos do meu filho. Continua super agitado, algumas vezes isto o torna estabanado, mas é uma criança alegra e carinhosa. Parabéns a mamãe dele!
Inocente que sou, pensei que tudo estava bem. Um belo dia recebo o aviso de uma reunião com os pais da turma do meu filho na escola, a escola enfatizando a importância de todos comparecerem. O motivo, a turma descriminando o menino com quem meu filho teve problemas. Vou chama-lo novamente de Pedro para facilitar.
Eu já tinha comentado com a direção que um dia observei a turminha taxando Pedro como mau. As crianças brincavam um dia na casinha de três porquinhos e quando Pedro falou que gostaria de brincar imediatamente falaram "você é o Lobo Mau". Ele inistia falando que não, mas os colegas insistiam que ele seria o Lobo. A escola prometeu observar e todos acreditavam que como ele evoluia, aos poucos os colegas esqueceriam, afinal crianças brigam e no momento seguinte se abraçam.
O mais triste e o que eu nunca esperava é que nada mudou, não por culpa das crianças, mas dos pais. Durante a reunião fiquei sabendo que alguns pais pediam a professora, na frente dos filhos, que não sentasse a criança perto do Pedro. A professora também presenciou adultos falando com alunos ao busca-los na escola " Pedro bateu em você hoje?" Nada de perguntar como foi o dia, a aula, a preocupação era somente em relação ao Pedro.
A criança percebe que tudo é o Pedro, que esperam que o Pedro bata, qual resposta vocês acham que ela dará? Para completar Pedro passou por uma cirurgia e ficou duas semanas ausente da escola. Durante este período 3 reclamações com a direção de que ele bateu ou mordeu colegas da turma. Como?! Virtualmente?!
imagem do site istockphoto.com
Durante a reunião recebemos todos um belo puxão de orelha da psicóloga da escola e da professora. No bate papo descobrimos que alguns pais ainda ensinavam o velho " bateu levou". Muita conversa e a psicóloga pediu o comprometimento de todos para não taxar nenhum aluno, muito menos ensinar a bater. Deveríamos agir como grupo para o bem coletivo.
A professora tranquilizou muitos pais sobre como seus filhos agiam em momentos de conflito, mostrando que crianças consideradas fracas e indefesas pelos pais sabiam muito bem se defender.
Aparentemente tudo parece estar melhor e espero que realmente todos estejam cumprindo o famoso combinado.
Fica o alerta! Crianças apenas precisam de carinho e atenção e, até os que passam pela fase de morder e bater, evoluem e mudam. Não estigmatize seu filho ou crianças ao redor.
Para quem não leu o texto anterior contando o que ocorreu, dando dicas para identificar bullying e questionando se ocorre ou não na educação infantil aqui está - Bullying na Educação Infantil
Atualização agora no ano de 2012 - hoje Pedro está entre os amigos mais próximos do meu filho. Continua super agitado, algumas vezes isto o torna estabanado, mas é uma criança alegra e carinhosa. Parabéns a mamãe dele!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Amor eterno, saudade eterna
Escrevi este texto no dia 27/10/2008 com o coração apertado pela proximidade do aniversário do meu falecido pai, mas o sentimento continua bem parecido. A saudade, assim como o amor, são eternos.
No entanto hoje tenho um consolo, independente de qualquer crença vejo que você pai, está vivo, está vivo em mim, nos meus irmãos e, até nos seus netos que não o conheceram. Vivo pelos ensinamentos que passou, pela alegria e pelo amor. Te amo pai!
Amor eterno, saudade eterna
Amanhã seria niver do meu pai... mais uma vez desabafo aqui e compartilho com os amigos queridos a saudade que aperta o peito
SAUDADES!
Que saudade é esta eterna?! Saudade que vai e vem...mais vem do que vai!
Como posso pensar nele todos os dias? Minha vida parece um trem bala mesmo assim penso nele todos os dias.
PAI! SAUDADES!
Tem dias que a saudade vem como uma boa lembrança, me faz sorrir, chego a rir. Outros sinto a tal saudade física. Saudade do abraço, da massagem, da conversa, até das "broncas"! O peito fica apertadooooo! Vontade de estravazar, de falar dele, de sair digitando.
Saudade que não passa, nada substitui. Nada acalma... Saudade vinda com a proximidade da data que seria seu aniversário. Neste momento, assim como agora, eu estaria escrevendo algo para ele. Talvez virasse noite pintando um quadro, fazendo uma colagem no computador, um desenho. Saudade de presentea-lo. Saudade de agradecer por ter me ensinado tanto, por ter dado tanto amor.
Saudade do pai-amigo, do pai-herói, do pai-sábio, do pai-alegre, do pai-mandão!
Saudade do lanche no final da tarde, do pão com azeite e sal, das risadas, das mesmas piadas contadas milhares de vezes. Saudades do sorriso largo, do abraço que quase me desmontava, do conselho, do pai que parecia saber tudo, das bagunças na piscina, na praia, na rua. Das loucuras!
Saudades de vê-lo deixando a mamãe vermelha com suas declarações, da família toda rindo e fazendo bagunça...as bagunças ainda acontecem mas falta você, pai.
Saudades do que não teve tempo de acontecer, de vê-lo sendo vovô, de ter entrado na igreja com você, de mostrar a você que aprendi, que supero as dificuldades e tenho tido minhas conquistas.
Saudade que traz sorrisos, que traz boas lembranças, saudade que enche os olhos de lágrimas.
Amor eterno, saudade eterna.
No entanto hoje tenho um consolo, independente de qualquer crença vejo que você pai, está vivo, está vivo em mim, nos meus irmãos e, até nos seus netos que não o conheceram. Vivo pelos ensinamentos que passou, pela alegria e pelo amor. Te amo pai!
Amor eterno, saudade eterna
Amanhã seria niver do meu pai... mais uma vez desabafo aqui e compartilho com os amigos queridos a saudade que aperta o peito
SAUDADES!
Que saudade é esta eterna?! Saudade que vai e vem...mais vem do que vai!
Como posso pensar nele todos os dias? Minha vida parece um trem bala mesmo assim penso nele todos os dias.
PAI! SAUDADES!
Tem dias que a saudade vem como uma boa lembrança, me faz sorrir, chego a rir. Outros sinto a tal saudade física. Saudade do abraço, da massagem, da conversa, até das "broncas"! O peito fica apertadooooo! Vontade de estravazar, de falar dele, de sair digitando.
Saudade que não passa, nada substitui. Nada acalma... Saudade vinda com a proximidade da data que seria seu aniversário. Neste momento, assim como agora, eu estaria escrevendo algo para ele. Talvez virasse noite pintando um quadro, fazendo uma colagem no computador, um desenho. Saudade de presentea-lo. Saudade de agradecer por ter me ensinado tanto, por ter dado tanto amor.
Saudade do pai-amigo, do pai-herói, do pai-sábio, do pai-alegre, do pai-mandão!
Saudade do lanche no final da tarde, do pão com azeite e sal, das risadas, das mesmas piadas contadas milhares de vezes. Saudades do sorriso largo, do abraço que quase me desmontava, do conselho, do pai que parecia saber tudo, das bagunças na piscina, na praia, na rua. Das loucuras!
Saudades de vê-lo deixando a mamãe vermelha com suas declarações, da família toda rindo e fazendo bagunça...as bagunças ainda acontecem mas falta você, pai.
Saudades do que não teve tempo de acontecer, de vê-lo sendo vovô, de ter entrado na igreja com você, de mostrar a você que aprendi, que supero as dificuldades e tenho tido minhas conquistas.
Saudade que traz sorrisos, que traz boas lembranças, saudade que enche os olhos de lágrimas.
Amor eterno, saudade eterna.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Estudar Vale a Pena!
Quando recebi o convite para participar da #blogagemcoletiva da campanha #estudarvaleapena concordei sem piscar. Uma das ideias é compartilhar casos que comprovem que estudar vale a pena. Quando penso em estudos penso logo nos meus pais.
Minha mãe foi sempre excelente aluna, mas batalhou muito pelos estudos. Meu avô ficou doente e a família se mudou de Minas para o Rio, minha avó precisou encarar dois empregos para sustentar a família. Minha mãe ficou responsável pela casa e por meu avô na ausência da minha avó. Mesmo com todos os percalços não só concluiu o atual ensino médio, como concluiu faculdade de odontologia. Ele narrava o apoio de alguns professores e seu esforço para continuar estudando.
Já meu pai, poderia ser um exemplo antagônico. Fez apenas até a 4ª série primária (terceira do atual fundamental), começou a trabalhar com apenas 8 anos, saiu de casa aos 16 e mesmo assim foi um empreendedor bem sucedido. Por que falar dele como exemplo? Meu pai falava que sua vida foi transformada quando casou com minha mãe. Ele tinha perspicácia, inteligência e toda capacidade do mundo, mas foi enganado inúmeras vezes ou agiu de forma extremamente imprudente com dinheiro. Quando casou é como se minha mãe tivesse dado a direção que ele precisava. Eu escutei algumas vezes ele pedindo para minha mãe revisar um texto, ajudar em decisões importantes e ensina-lo mesmo. Ela, de certa forma, foi mais tarde a professora e também o apoio familiar que ele tanto precisava.
Diferente do meu pai, sempre tive acesso a boas escola e cursos. Nem sempre a questão financeira era um mar de rosas em casa. Vivemos bem, mas sem regalias: sem roupas de marca, sem muitos jantares fora de casa, sem viagens constantes. No entanto, mesmo nos momentos de dificuldades, algo era sempre prioridade, a nossa educação.
Meu pai sempre sonhava onde ele teria chegado caso não tivesse abandonado os estudos. Eu acredito que muito longe. Hoje sou muito grata por todas as oportunidades que o estudo me proporcionou e mais, pelas opções que me ofereceu. Estudar me deu o luxo de escolher a minha profissão num país onde a grande maioria sobrevive. O estudo me proporcionou a minha casa própria, a formação da minha família e muitas experiências maravilhosas.
Eu apoio a campanha #estudarvaleapena e agradeço ao Instituto Unibanco e seus voluntários pelo empenho em diminuir a evasão escolar. Educação pode transformar o futuro do nosso país!
Obs: se digitarem “falta de mão de obra qualificada no Brasil” no Google encontrarão inúmeras notícias de como este já é um problema real em nosso país. Aqui tem uma notícia de 2008 (o problema não começou agora) citando uma pesquisa que a falta de mão de obra qualificada é uma das principais causas para multinacionais não investirem no Brasil. Vamos ajudar a mudar isto?
terça-feira, 19 de julho de 2011
CONAR- Não teria sido melhor criar soluções?
Mesmo com tempo escasso precisava participar da Blogagem Coletiva do Projeto Crianças e Consumo sobre a resposta do Conar. Caso queiram saber mais leiam aqui!
Acredito que o Conar não tenha ofendido apenas ao Instituto Alana, mas a nós pais e mães dedicados e preocupados em relação ao futuro de nossos filhos. O tom do parecer é absurdo ao chamar o Instituto de Bruxa, ao desdenhar da alimentação saudável, ilusório dizendo que o fast food americano produziu grandes atletas e profissionais e ofensivo ao falar que criança é feita para azucrinar. (O parecer completo do Conar está aqui)
Meu filho come e comerá saudável sim senhor. Eu o educo com a maior paciência e tive sim problemas com o anúncio veiculado durante o filme Rio, assim como muitos outros que passam na televisão. Quando ele beirava os 3 anos ele assistiu a um anúncio que mostrava um brinquedo voando, não era de controle remoto nem capaz de realmente voar. O maior problema não foi deixar de comprar o produto, mas fazê-lo entender que o brinquedo não voava. Por um grande período evitei a televisão pois notava que uma criança tão nova era incapaz de distinguir anúncios de programas infantis.
O CONAR se defende falando sobre censura, sobre o direito de expressão. O McDonald´s escapou de ter seu McLancheFeliz banido de BH devido ao “livre comércio”, mas gostaria de saber quem irá garantir o direito de ligar a tv ou mais, de andar nas ruas sem ser bombardeado por anúncios que recorrem a criança diretamente? Quem irá explicar para meu filho que, ao contrário do que tudo ao redor diz, ele não irá virar super herói se consumir determinado produto? (só um exempo ok?) Sim, a nós pais cabe o não, a conversa, o diálogo. Este é o nosso dia-a-dia. E à sociedade nada cabe? As crianças não são o futuro? O nosso futuro?
Uma vez uma psicóloga disse que proibia o filho adolescente de ter a tv no quarto, que determinava horário para ver tv, usar celular, a internet, escolhia os filmes que o filho assistia. Quando questionada por uma amiga se não seria melhor o diálogo, o explicar e deixa-lo escolher, a resposta foi um sonoro não. O motivo maior não era a capacidade de compreensão do seu filho, nem o quanto os pais poderiam dialogar. O motivo era simples “a pressão externa é tão grande que nesta idade ele não conseguiria entender”. Um adolescente não entende e esperam que uma criança tenha maturidade para entender!
Fui criada por um pai empreendedor, que trabalhou muitos anos em diversas áreas ligadas a publicidade. Quando criança, quando eu criticava alguma propaganda ele logo desafiava:” faz melhor!” E lá ia eu, ainda criança, desenhar, modificar, criar!
Talvez fosse melhor o CONAR, tantos profissionais de publicidade, tantos criativos, e empresas que acreditam depender destas propagandas encararem este pedido de mudança (vindo do Instituto e de tantos consumidores) como um desafio! Que tal mudar, criar diálogo, criar um novo caminho ao invés de apenas ficar na defensiva (e ofender)? O Alex @Bogusky é um excelente exemplo!
Enquanto isto não acontece minha decisão é evitar a televisão e dizer não aos produtos que não souberem respeitar o direito do meu filho que #aos4, certamente nem ouvindo tantos nãos ou nossas explicações está preparado para lidar com isto.
Indico ler também:
Censura, não. Direitos.
Conar demonstra sua falta de responsabilidade para lidar com a ética em parecer sobre denúncia feita pelo Instituto Alana
Acredito que o Conar não tenha ofendido apenas ao Instituto Alana, mas a nós pais e mães dedicados e preocupados em relação ao futuro de nossos filhos. O tom do parecer é absurdo ao chamar o Instituto de Bruxa, ao desdenhar da alimentação saudável, ilusório dizendo que o fast food americano produziu grandes atletas e profissionais e ofensivo ao falar que criança é feita para azucrinar. (O parecer completo do Conar está aqui)
Meu filho come e comerá saudável sim senhor. Eu o educo com a maior paciência e tive sim problemas com o anúncio veiculado durante o filme Rio, assim como muitos outros que passam na televisão. Quando ele beirava os 3 anos ele assistiu a um anúncio que mostrava um brinquedo voando, não era de controle remoto nem capaz de realmente voar. O maior problema não foi deixar de comprar o produto, mas fazê-lo entender que o brinquedo não voava. Por um grande período evitei a televisão pois notava que uma criança tão nova era incapaz de distinguir anúncios de programas infantis.
O CONAR se defende falando sobre censura, sobre o direito de expressão. O McDonald´s escapou de ter seu McLancheFeliz banido de BH devido ao “livre comércio”, mas gostaria de saber quem irá garantir o direito de ligar a tv ou mais, de andar nas ruas sem ser bombardeado por anúncios que recorrem a criança diretamente? Quem irá explicar para meu filho que, ao contrário do que tudo ao redor diz, ele não irá virar super herói se consumir determinado produto? (só um exempo ok?) Sim, a nós pais cabe o não, a conversa, o diálogo. Este é o nosso dia-a-dia. E à sociedade nada cabe? As crianças não são o futuro? O nosso futuro?
Uma vez uma psicóloga disse que proibia o filho adolescente de ter a tv no quarto, que determinava horário para ver tv, usar celular, a internet, escolhia os filmes que o filho assistia. Quando questionada por uma amiga se não seria melhor o diálogo, o explicar e deixa-lo escolher, a resposta foi um sonoro não. O motivo maior não era a capacidade de compreensão do seu filho, nem o quanto os pais poderiam dialogar. O motivo era simples “a pressão externa é tão grande que nesta idade ele não conseguiria entender”. Um adolescente não entende e esperam que uma criança tenha maturidade para entender!
Fui criada por um pai empreendedor, que trabalhou muitos anos em diversas áreas ligadas a publicidade. Quando criança, quando eu criticava alguma propaganda ele logo desafiava:” faz melhor!” E lá ia eu, ainda criança, desenhar, modificar, criar!
Talvez fosse melhor o CONAR, tantos profissionais de publicidade, tantos criativos, e empresas que acreditam depender destas propagandas encararem este pedido de mudança (vindo do Instituto e de tantos consumidores) como um desafio! Que tal mudar, criar diálogo, criar um novo caminho ao invés de apenas ficar na defensiva (e ofender)? O Alex @Bogusky é um excelente exemplo!
Enquanto isto não acontece minha decisão é evitar a televisão e dizer não aos produtos que não souberem respeitar o direito do meu filho que #aos4, certamente nem ouvindo tantos nãos ou nossas explicações está preparado para lidar com isto.
Indico ler também:
Censura, não. Direitos.
Conar demonstra sua falta de responsabilidade para lidar com a ética em parecer sobre denúncia feita pelo Instituto Alana
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Tum-Tum
Irmã coruja que sou, precisava compartilhar com vocês este texto lindo escrito pelo meu irmão. Me emocionei!
Tum-Tum
Algumas coisas simplesmente fogem ao nosso planejamento. Ontem um pneu furado me fez planejar uma procura ao borracheiro o mais cedo possível para não chegar atrasado ao trabalho. As opções eram uma oficina próxima e um posto de gasolina que oferecem o serviço. Cheguei à oficina no horário de abertura e já não era o primeiro a ser atendido. Resolvi buscar o posto e o borracheiro estava atrasado. Retornei para oficina e passei a ser o terceiro da fila ao invés do segundo. Claro que a previsão de chegada ao trabalho não foi a mesma da véspera. Tum-Tum.
Programei ser rico aos trinta e cinco, mas estando a seis meses do deadline, ou como preferem os juristas, do prazo ad quem, rico mesmo só se aquele bilhetinho da Mega-Sena estiver premiado. Ao menos eu jogo, pois o que mais vejo são pessoas sonhando o que fariam com o prêmio, mas nunca jogam. Tenho certeza que isso dificulta um pouco o processo. Tum-Tum.
Acredito que temos que ter nossos sonhos e traçar objetivos para alcançá-los dia após dia. Acho que a reflexão dever ser no mínimo semanal para avaliarmos se naquela semana fomos nossos próprios melhores amigos, conselheiros, companheiros e trabalhadores na busca da realização. Será que fiz o melhor que podia? Tum-Tum.
Já escrevi uma vez sobre o acaso. Lembro-me que parafraseei Jon Lennon que dizia que “a vida é tudo aquilo que acontece enquanto você está ocupado planejando o futuro”. Temos que ter jogo de cintura para nos adequarmos a toda a mudança de plano que foge ao nosso controle. Tum-tum.
Porém, nem sempre esse acaso é um obstáculo. Ás vezes esse acaso é a oportunidade que vem passando lentamente em um seguro cavalo selado pronto para montar. Outras vezes é a queda que faz levantar, andar, correr. Outras, para um restritíssimo grupo de sortudos, é um bilhete lotérico premiado. Quase um milagre. Tum-tum.
Quando me referi à busca da realização leiam busca da felicidade. As manchetes de jornal comprovam que pouco importa um bilhete premiado se escolhemos para esposa uma ambiciosa futura viúva. Sempre ouço – e acredito – que Deus sabe o que faz. Creio que traçamos nosso destino de acordo com as atitudes que tomamos diante de todos esses acasos. Tum-tum.
Nesta altura alguém já deve ter feito a pergunta: Que “tum-tum” é esse? De repente seria mais apropriado um tic-tac, do relógio de nossas vidas que não param um só segundo. Nas aulas de português é a manutenção do hífen nos compostos de elementos repetidos. Na interminável construção do prédio ao lado é o bate-estacas que te acorda mais cedo do que deveria.
Na verdade tum-tum nada mais é do que um efeito sonoro. Mas este som é inesquecível. Jamais haverá samba enredo que consiga a simetria tão perfeita de intervalos e movimentos. Esse som foi ouvido em um exame recente, em uma sala escura, na tela de ínfima dimensões em comparação com os catálogos de anúncios de eletrônicos. Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
O verdadeiro milagre é algo pequenino, de 50 milímetros, tem forma, cérebro, coluna vertebral. Tum-tum é o mais bonito som de um coração batendo. Meu bilhete foi premiado. SEREI PAI! ESTAMOS GRÁVIDOS!
Adolfo Assis
E eu serei tia! Mais uma vez tia coruja! Meu coração explode de alegria e amor come sta notícia!
Ele escreve bem não? Quem sabe ele não se anima e vem nos contar mais sobre o "Universo Paterno" ;-)
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