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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tum-Tum

Irmã coruja que sou, precisava compartilhar com vocês este texto lindo escrito pelo meu irmão. Me emocionei!

Tum-Tum
 
Algumas coisas simplesmente fogem ao nosso planejamento. Ontem um pneu furado me fez planejar uma procura ao borracheiro o mais cedo possível para não chegar atrasado ao trabalho. As opções eram uma oficina próxima e um posto de gasolina que oferecem o serviço. Cheguei à oficina no horário de abertura e já não era o primeiro a ser atendido. Resolvi buscar o posto e o borracheiro estava atrasado. Retornei para oficina e passei a ser o terceiro da fila ao invés do segundo. Claro que a previsão de chegada ao trabalho não foi a mesma da véspera. Tum-Tum.
 
Programei ser rico aos trinta e cinco, mas estando a seis meses do deadline, ou como preferem os juristas, do prazo ad quem, rico mesmo só se aquele bilhetinho da Mega-Sena estiver premiado. Ao menos eu jogo, pois o que mais vejo são pessoas sonhando o que fariam com o prêmio, mas nunca jogam. Tenho certeza que isso dificulta um pouco o processo. Tum-Tum.
 
Acredito que temos que ter nossos sonhos e traçar objetivos para alcançá-los dia após dia. Acho que a reflexão dever ser no mínimo semanal para avaliarmos se naquela semana fomos nossos próprios melhores amigos, conselheiros, companheiros e trabalhadores na busca da realização. Será que fiz o melhor que podia? Tum-Tum.
 
Já escrevi uma vez sobre o acaso. Lembro-me que parafraseei Jon Lennon que dizia que “a vida é tudo aquilo que acontece enquanto você está ocupado planejando o futuro”. Temos que ter jogo de cintura para nos adequarmos a toda a mudança de plano que foge ao nosso controle. Tum-tum.
 
Porém, nem sempre esse acaso é um obstáculo. Ás vezes esse acaso é a oportunidade que vem passando lentamente em um seguro cavalo selado pronto para montar. Outras vezes é a queda que faz levantar, andar, correr. Outras, para um restritíssimo grupo de sortudos, é um bilhete lotérico premiado. Quase um milagre. Tum-tum.
 
Quando me referi à busca da realização leiam busca da felicidade. As manchetes de jornal comprovam que pouco importa um bilhete premiado se escolhemos para esposa uma ambiciosa futura viúva. Sempre ouço – e acredito – que Deus sabe o que faz. Creio que traçamos nosso destino de acordo com as atitudes que tomamos diante de todos esses acasos. Tum-tum.
 
Nesta altura alguém já deve ter feito a pergunta: Que “tum-tum” é esse? De repente seria mais apropriado um tic-tac, do relógio de nossas vidas que não param um só segundo. Nas aulas de português é a manutenção do hífen nos compostos de elementos repetidos. Na interminável construção do prédio ao lado é o bate-estacas que te acorda mais cedo do que deveria.
 
Na verdade tum-tum nada mais é do que um efeito sonoro. Mas este som é inesquecível. Jamais haverá samba enredo que consiga a simetria tão perfeita de intervalos e movimentos. Esse som foi ouvido em um exame recente, em uma sala escura, na tela de ínfima dimensões em comparação com os catálogos de anúncios de eletrônicos. Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
 
O verdadeiro milagre é algo pequenino, de 50 milímetros, tem forma, cérebro, coluna vertebral. Tum-tum é o mais bonito som de um coração batendo. Meu bilhete foi premiado. SEREI PAI! ESTAMOS GRÁVIDOS!
 
Adolfo Assis

E eu serei tia! Mais uma vez tia coruja! Meu coração explode de alegria e amor come sta notícia!

Ele escreve bem não? Quem sabe ele não se anima e vem nos contar mais sobre o "Universo Paterno" ;-)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dando uma forcinha para o diálogo

Algumas amigas, abismadas por meu filho praticamente fazer um relato das atividades da escola,  reclamaram comigo que seus filhos lhes contam pouco sobre sua vida escolar. Elas perguntam como foi o dia e a resposta se resume a um simples “Foi bem”.

A  personalidade da criança pode influenciar e muito, mas claro que podemos motivar a conversa. Antes de tudo é preciso ter diálogo aberto com os filhos, seguir o famoso “puxar papo” (mas respeite quando a criança não quiser) e estar pronto para responder pacientemente às inúmeras perguntas que virão.

Minha mãe já chegou a falar “nunca vi explicar tanto para uma criança”. Desde de bebê criamos o hábito de conversar com nosso filho. Sim, eu conto das minhas reuniões, explico quando preciso que ele durma na casa da avó e aqui o pai verbalizou uma regra que seguimos: sempre responder a tudo. Afinal, através da curiosidade que a criança aprende. Nota: claro que respeitamos seu tempo e habilidade de compreensão da idade.

Agora prepare-se para perguntas como que recebi um dia quando dirigia com ele para casa da vovó:  - Mamãe, quando o papai era médico (deve ter achado por causa da roupas nas fotos) e ele me tirou de dentro da sua barriga doeu muito? (risos) Depois do susto respirei e respondi: - Um pouquinho, mas valeu porque queria muito ter você pertinho de nós. Mamãe e papai sonhavam com você há muito tempo.

Voltando a escola, já que hoje muitas crianças passam um bom período de seu dia lá. Escolhemos uma escola onde temos acesso a muitas informações e diálogo aberto com a direção e toda equipe. A escola atualiza semanalmente em seu site o ao planejamento diário de suas aulas e aulas de inglês, assim como o planejamento de aulas semanais como de música e educação alimentar. Além disso temos acesso ao cardápio completo.

Isto ajuda muito, pois naquele dia que meu filho não quer tanto papo eu posso falar. Fiquei sabendo que teria colagem hoje, você gostou? Ou reinforçar o que ele aprendeu na escola durante um passeio. Em 2011 parte do projeto foi sobre meio ambiente, ele ficou encantado com a água e num passeio no Parque Ecológico Chico Mendes o levei até a lagoa, hoje poluída, e as perguntas choveram.

E você? Participa ativamente da vida do seu filho? Vamos trocar idéias? Participe!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma Causa Importante

Fui convidada a ser embaixadora da causa Pritt que visa motivar a participação de pais na vida dos filhos. Fiquei imensamente feliz por ser algo em que realmente acredito e aplico em nossas vidas.

Aqui coloco um resumo da causa Pritt e, neste momento, me comprometo em compartilhar com vocês  o que seguimos aqui em casa para sermos participativos na vida de nosso filho. Os primeiros posts terão foco na vida escolar.


Estudos independentes, feitos em diversos países, chegaram a uma importante conclusão: a participação dos pais na vida dos filhos traz inúmeras consequências positivas, como melhora do rendimento escolar e a formação de pessoas mais seguras, equilibradas e conscientes.


Os educadores concordam que essa participação é benéfica para todos, mas que ela é difícil mesmo em escolas que apoiam essa integração. Os pais, por sua vez, são unânimes em reconhecer a importância dessa participação, e gostariam, sim de participar mais. 


Mas não basta querer - é importante agir e fazer isso acontecer. Essa bandeira já está de pé, e agora é sua vez de agir. Seja um embaixador da causa, ajude a divulgá-la, participe das oficinas e faça ouvir a sua voz.


Como sabiamente escrito no blog da causa Pritt, não basta querer, é preciso agir. Participe, busque dicas no blog da causa, compartilhe as suas e divulgue a causa! Vamos agir?