
A Cláudia é um pessoa que sempre tem algo a acrescentar, a ensinar. A admiro muito e se fosse gestante ou tentante não perderia este curso.
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O Universo Materno parece um mundo paralelo. Um planeta do qual só entende quem o vivencia. Aqui divido minhas aventuras neste novo universo e mais...espero torná-lo um espaço para desabafos, troca de opiniões e informações. Sejam bem-vindas! (Minhas opiniões não são regras, cada um sabe o que é melhor para si e seus filhos. Em nenhum momento tenho a pretensão de substituir médicos e pediatras)
Publicada em 06/08/2008 às 18h56m
Maria Vianna - O Globo OnlineRIO - Apesar de saberem o que comer, muitas mulheres aproveitam os nove meses de gestação para 'comer com os olhos' e acabam engordando mais do que o necessário, acredita o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, membro da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. O médico, que acaba de lançar o livro "Receitas para grávidas" pela editora Matrix, afirma que é possível comer sem medo e com prazer durante toda a gravidez.
Outro livro que acaba de chegar ao mercado traz dicas para mulheres que ainda estão se preparando para o momento da concepção. Escrito por dois médicos da Universidade de Harvard, "A dieta da fertilidade", da editora Campus Elsevier, ensina como a mudança de hábitos pode estimular a ovulação.
- Com um planejamento alimentar, é possível saciar desejos sem engordar demais e também fornecer ao bebê todos os nutrientes que ele precisa. O importante é entender o valor nutricional de cada alimento e combiná-los de uma forma que sacie o corpo e a alma - diz o médico.
" Gestantes com uma dieta rica em ômega 3 acabam gerando bebês que dormem mais e melhor "
Na primeira fase da gestação, o obstetra ensina que a grávida deve comer alimentos ricos em ácido fólico, vitaminas do complexo B que são fundamentais para a formação correta dos tecidos e do sistema nervoso do bebê. No segundo trimestre, o ferro e o cálcio se tornam ainda mais importantes na dieta, já que o crescimento acelerado do feto acaba exigindo mais ferro da mãe e o cálcio é essencial para que o pequeno nasça com ossos fortes. Na reta final, o médico lembra que as gestantes não devem se esquecer das fibras, que auxiliam na digestão, e dos ácidos graxos como o ômega 3.
- Cada vez mais, pesquisas indicam que o ômega 3 é indispensável para a boa saúde da mãe e do bebê. Além de evitar o parto prematuro, esse tipo de gordura é importante para o desenvolvimento do cérebro do feto. Há indícios de que gestantes com uma dieta rica em ômega 3 acabam gerando bebês que dormem mais e melhor - diz o médico.
Moderação acima de tudoO controle do peso deve ser feito, mas sem paranóias, acredita Oliveira. Ele não incentiva eliminação de nenhum alimento do cardápio, mas aconselha que as grávidas evitem a ingestão de adoçantes, de carnes e peixes crus, e, é claro, qualquer produto de origem duvidosa.
- Lembre-se de que tudo o que você coloca na boca também vai para o bebê. Algumas grávidas têm muito medo de engordar e passam a comer pouco. Isto é muito perigoso e deixa o bebê mal nutrido. Com um bom acompanhamento, é fácil não engordar além do necessário - explica.
Por outro lado, comer demais também pode trazer problemas de saúde, principalmente em quem engravidou com alguns quilinhos a mais.
- O excesso de peso pode provocar diabetes e hipertensão tanto na gestante como no feto. Além disso, aumenta as chances do bebê já nascer obeso e com uma predisposição para uma série de doenças, entre elas as cardiovasculares - completa.