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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Homenagem aos Pais - Feliz Dia dos Pais!

Queria muito homenagear aqui meu pai, meu avô e o papai do Lucas. Infelizmente o pequeno está com febre, dente nascendo e entre trabalho e cuidar dele sobra muito pouco tempo.

Decidi publicar este texto escrito a 2 anos atrás para o meu pai... um desabafo da saudade mas também uma lembrança positiva.

Hoje dedico este texto a todos os pais que batalham tanto para que mesmo neste mundo estranho que vivemos seus filhos se sintam seguros, consigam ter infâncias cheias de brincadeira e imaginação, repleta de sonhos!


Espero que gostem.

Sexta feira… 17:32h…cheia de tarefas a cumprir aqui no escritório mas volta e meia vem na minha cabeça "Nossa! Domingo completa 3 anos que papai faleceu".

Confesso que perceber a proximidade da data explica o turbilhão de emoções desta semana. Irritação, ansiedade, tristeza, esforço para dar gargalhadas, muitas vezes nervosas… não, não foi só isto, claro que tive momentos bons. Cada ano que passa as emoções se repetem mas parecemos lidar um pouco melhor com elas. Aliás, me desculpem se me torno repetitiva mas escrever é a forma de retomar a paz… ou dividir um pouco as lembranças e a dor. É um desabafo silencioso, uma reflexão.

Durante estes anos já escrevi alguns vezes sobre o assunto e no final o resultado, acredito, é positivo. Alivia meu peito, me faz sorrir. Segundo alguns amigos que passam por isso alivia o deles também, parece trazer sanidade, ou normalidade, já que nos identificamos. "Alguém sente o mesmo que eu sinto!" Aos que não passaram, espero que os ajudem a valorizar cada momento. Como a vida passa rápido! Como os momentos são capazes de escapar por nossas mãos!

Nossa! Como sinto saudade dele. Às vezes consigo relembrar (e sentir) a sensação de receber seu colo, seu carinho, de sua massagem no pé, massagem que encerrava com uns tapas no pé! Doía! Mas funcionava! Sinto saudades de seus conselhos.

Minha admiração por meu pai é profunda. Pai-herói! Profissional brilhante! Líder nato! Pai criativo! Coração enorme!

Esta semana revivi com uma amiga um dos grandes ensinamentos do meu pai. Tudo é possível. Ele me fez sonhar. Me ensinou a voar com os pés no chão. Saber que tudo é possível mas também a batalhar e ter perseverança para ir atrás de meus objetivos.

Os sonhos começaram com seus contos infantis originalíssimos como o cavalo de 10 patas que na repetição constante, como quem conta um conto aumenta um ponto, no final já tinha 1000 patas. Com a mulher que tinha o cabelo que abraçava o mundo e com isso ajudou a aquecer muitas pessoas. Continuaram a crescer com os inúmeros livros de Monteiro Lobato comprados nos sebos do Centro. Cresceram nas brincadeiras e nas conversas. Na motivação e carinho.

Até hoje existe lá em casa um quadro com desenhos que fiz quando tinha 4 anos de idade. 4 anos! Não foi a toa que aprendi a desenhar. Com quatro anos fizeram com que eu acreditasse que poderia ser Picasso! (risos)

A força e perseverança veio principalmente através do exemplo. Meu pai que pouco carinho recebeu da família, teve pouquíssima chance de estudar...virou um empresário, um pai amoroso, criou uma família linda e unida, foi um amigo dedicado. Não foi só sorte, não foi mágica. Crescemos escutando como ele batalhou... e como mamãe o apoiou, ou como ele diria, colocou ordem nesta batalha. Foi uma parceria nota 1000!

Sei que sonhos não caem como presente no colo mas também sei que são possíveis! Pai, até hoje você me faz voar, sonhar. Sinto sua presença todos os dias. Dedico meus sonhos a você e, mais ainda, minha realizações. Grata!

Anamaria

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mães e seus super poderes


Ao se tornar mãe, a mulher entra num novo universo e, aos poucos, começa a desenvolver habilidades nunca antes imaginadas.

A primeira, infelizmente vivenciada por poucas, é o parto. PARIR! Sim, as mulheres tem este poder. Um poder que tem sido minado mas existe um retorno a batalha pelo direito de parir (tema para muitos posts).

Assim como o Super Homem, ou melhor a Super Girl, ela precisa aprender a lidar com seus poderes. À noite, por exemplo, acorda a cada suspiro do bebê recém-nascido. Por questão de sobrevivência, começa a lidar melhor com sua super-audição passando a identificar quando o bebê realmente irá acordar e precisar dela.

Conforme a criança cresce também aprende a escutar o silêncio. Sim, o silêncio muitas vezes indica um perigo eminente. Perigo, para os que ainda não entraram nesse universo, pode ser desde uma escalada na estante da sala a um dedo na tomada. Essas super-mulheres também precisam logo aprender a desligar sua audição pois os palpites…ah! Os palpites se multiplicam tanto quanto os super-poderes maternos.

As mães não voam literalmente como o super-homem, mas são capazes de “voar” para evitar alguma queda do rebento.

Sua criptonita? Uma criança sofrendo.

E os braços?! Rapidamente parecem se multiplicar como os tentáculos do Dr. Octopus, ou se esticar como os do Homem-Borracha. Quem nunca viu uma mãe carregando o bebê no colo, com chave da casa na mão, bolsa no ombro, carrinho e brinquedo na outra mão, sacolas de mercado, o copo que a criança solicita…

Que mãe nunca apoiou o bebê com uma mão enquanto colocava a fralda com outra? Ou nos sustos de xixi e cocô dos primeiros dias segurou o bebê com uma mão no trocador, enquanto tirava sua roupa, transformada por ele em alvo, com a outra?

Assim como o Batman recorre ao seu cinto de utilidades, nós, as super-mamães, temos também alguns apetrechos. O sling para multiplicar ainda mais a capacidade de equilíbrio e multiplicação dos membros superiores e a bolsa de mil e uma utilidades contendo o copo anti-vazamento para momentos de correria, a música específica, o brinquedo que a criança mais gosta, fraldas, giz de cera, papel…

Os poderes maternos não param por aqui. A capacidade de não dormir é uma das mais incríveis. (No meu caso há exatos 1 ano, 2 meses e 30 dias). Seis horas de sono quebrados de duas em duas ou de três em três horas. Um cochilo de trinta minutos ou uma hora não só parece um sonho, mas recarrega as energias como nunca antes. Mães passam a noite acordada e ainda trabalham, cuidam da casa e de toda família. Para fazer tudo isso, só mesmo um ser com super poderes.

Foi comprovado através de pesquisas que as mulheres, quando mães, aumentam sua capacidade de focar. Ainda assim somos capazes de lidar com inúmeras tarefas ao mesmo tempo. Nossa capacidade de produzir também se multiplica! O tempo realmente é escasso, mas produzimos muito mais!

Cansou? A super mãe não!

Sua capacidade telepática abisma pais e filhos. O aperto no coração quando o filho passa um susto à distância; ou o famoso “leva o guarda-chuva, pois vai chover”; ou “não faz isso, pois vai acabar em choro”. O futuro comprova, rapidamente, o poder de prever os fatos.

Por fim, um superpoder pelo qual muitas batalham, produzir leite. Produzi-lo é a parte fácil. Amamentar para uma boa parte é uma batalha – uma batalha deliciosa quando vira uma conquista.

Não pensem que tantos poderes tornam as mamães seres completamente independentes. Estas mulheres poderosas adoram companhia e apoio de aliados como super pais, super avós, super tios(as)... estes super amigos certamente tornam a vida das super mamães e seus filhos ainda mais feliz.