O Universo Materno parece um mundo paralelo. Um planeta do qual só entende quem o vivencia. Aqui divido minhas aventuras neste novo universo e mais...espero torná-lo um espaço para desabafos, troca de opiniões e informações. Sejam bem-vindas! (Minhas opiniões não são regras, cada um sabe o que é melhor para si e seus filhos. Em nenhum momento tenho a pretensão de substituir médicos e pediatras)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Estudar Vale a Pena!
Quando recebi o convite para participar da #blogagemcoletiva da campanha #estudarvaleapena concordei sem piscar. Uma das ideias é compartilhar casos que comprovem que estudar vale a pena. Quando penso em estudos penso logo nos meus pais.
Minha mãe foi sempre excelente aluna, mas batalhou muito pelos estudos. Meu avô ficou doente e a família se mudou de Minas para o Rio, minha avó precisou encarar dois empregos para sustentar a família. Minha mãe ficou responsável pela casa e por meu avô na ausência da minha avó. Mesmo com todos os percalços não só concluiu o atual ensino médio, como concluiu faculdade de odontologia. Ele narrava o apoio de alguns professores e seu esforço para continuar estudando.
Já meu pai, poderia ser um exemplo antagônico. Fez apenas até a 4ª série primária (terceira do atual fundamental), começou a trabalhar com apenas 8 anos, saiu de casa aos 16 e mesmo assim foi um empreendedor bem sucedido. Por que falar dele como exemplo? Meu pai falava que sua vida foi transformada quando casou com minha mãe. Ele tinha perspicácia, inteligência e toda capacidade do mundo, mas foi enganado inúmeras vezes ou agiu de forma extremamente imprudente com dinheiro. Quando casou é como se minha mãe tivesse dado a direção que ele precisava. Eu escutei algumas vezes ele pedindo para minha mãe revisar um texto, ajudar em decisões importantes e ensina-lo mesmo. Ela, de certa forma, foi mais tarde a professora e também o apoio familiar que ele tanto precisava.
Diferente do meu pai, sempre tive acesso a boas escola e cursos. Nem sempre a questão financeira era um mar de rosas em casa. Vivemos bem, mas sem regalias: sem roupas de marca, sem muitos jantares fora de casa, sem viagens constantes. No entanto, mesmo nos momentos de dificuldades, algo era sempre prioridade, a nossa educação.
Meu pai sempre sonhava onde ele teria chegado caso não tivesse abandonado os estudos. Eu acredito que muito longe. Hoje sou muito grata por todas as oportunidades que o estudo me proporcionou e mais, pelas opções que me ofereceu. Estudar me deu o luxo de escolher a minha profissão num país onde a grande maioria sobrevive. O estudo me proporcionou a minha casa própria, a formação da minha família e muitas experiências maravilhosas.
Eu apoio a campanha #estudarvaleapena e agradeço ao Instituto Unibanco e seus voluntários pelo empenho em diminuir a evasão escolar. Educação pode transformar o futuro do nosso país!
Obs: se digitarem “falta de mão de obra qualificada no Brasil” no Google encontrarão inúmeras notícias de como este já é um problema real em nosso país. Aqui tem uma notícia de 2008 (o problema não começou agora) citando uma pesquisa que a falta de mão de obra qualificada é uma das principais causas para multinacionais não investirem no Brasil. Vamos ajudar a mudar isto?
terça-feira, 19 de julho de 2011
CONAR- Não teria sido melhor criar soluções?
Mesmo com tempo escasso precisava participar da Blogagem Coletiva do Projeto Crianças e Consumo sobre a resposta do Conar. Caso queiram saber mais leiam aqui!
Acredito que o Conar não tenha ofendido apenas ao Instituto Alana, mas a nós pais e mães dedicados e preocupados em relação ao futuro de nossos filhos. O tom do parecer é absurdo ao chamar o Instituto de Bruxa, ao desdenhar da alimentação saudável, ilusório dizendo que o fast food americano produziu grandes atletas e profissionais e ofensivo ao falar que criança é feita para azucrinar. (O parecer completo do Conar está aqui)
Meu filho come e comerá saudável sim senhor. Eu o educo com a maior paciência e tive sim problemas com o anúncio veiculado durante o filme Rio, assim como muitos outros que passam na televisão. Quando ele beirava os 3 anos ele assistiu a um anúncio que mostrava um brinquedo voando, não era de controle remoto nem capaz de realmente voar. O maior problema não foi deixar de comprar o produto, mas fazê-lo entender que o brinquedo não voava. Por um grande período evitei a televisão pois notava que uma criança tão nova era incapaz de distinguir anúncios de programas infantis.
O CONAR se defende falando sobre censura, sobre o direito de expressão. O McDonald´s escapou de ter seu McLancheFeliz banido de BH devido ao “livre comércio”, mas gostaria de saber quem irá garantir o direito de ligar a tv ou mais, de andar nas ruas sem ser bombardeado por anúncios que recorrem a criança diretamente? Quem irá explicar para meu filho que, ao contrário do que tudo ao redor diz, ele não irá virar super herói se consumir determinado produto? (só um exempo ok?) Sim, a nós pais cabe o não, a conversa, o diálogo. Este é o nosso dia-a-dia. E à sociedade nada cabe? As crianças não são o futuro? O nosso futuro?
Uma vez uma psicóloga disse que proibia o filho adolescente de ter a tv no quarto, que determinava horário para ver tv, usar celular, a internet, escolhia os filmes que o filho assistia. Quando questionada por uma amiga se não seria melhor o diálogo, o explicar e deixa-lo escolher, a resposta foi um sonoro não. O motivo maior não era a capacidade de compreensão do seu filho, nem o quanto os pais poderiam dialogar. O motivo era simples “a pressão externa é tão grande que nesta idade ele não conseguiria entender”. Um adolescente não entende e esperam que uma criança tenha maturidade para entender!
Fui criada por um pai empreendedor, que trabalhou muitos anos em diversas áreas ligadas a publicidade. Quando criança, quando eu criticava alguma propaganda ele logo desafiava:” faz melhor!” E lá ia eu, ainda criança, desenhar, modificar, criar!
Talvez fosse melhor o CONAR, tantos profissionais de publicidade, tantos criativos, e empresas que acreditam depender destas propagandas encararem este pedido de mudança (vindo do Instituto e de tantos consumidores) como um desafio! Que tal mudar, criar diálogo, criar um novo caminho ao invés de apenas ficar na defensiva (e ofender)? O Alex @Bogusky é um excelente exemplo!
Enquanto isto não acontece minha decisão é evitar a televisão e dizer não aos produtos que não souberem respeitar o direito do meu filho que #aos4, certamente nem ouvindo tantos nãos ou nossas explicações está preparado para lidar com isto.
Indico ler também:
Censura, não. Direitos.
Conar demonstra sua falta de responsabilidade para lidar com a ética em parecer sobre denúncia feita pelo Instituto Alana
Acredito que o Conar não tenha ofendido apenas ao Instituto Alana, mas a nós pais e mães dedicados e preocupados em relação ao futuro de nossos filhos. O tom do parecer é absurdo ao chamar o Instituto de Bruxa, ao desdenhar da alimentação saudável, ilusório dizendo que o fast food americano produziu grandes atletas e profissionais e ofensivo ao falar que criança é feita para azucrinar. (O parecer completo do Conar está aqui)
Meu filho come e comerá saudável sim senhor. Eu o educo com a maior paciência e tive sim problemas com o anúncio veiculado durante o filme Rio, assim como muitos outros que passam na televisão. Quando ele beirava os 3 anos ele assistiu a um anúncio que mostrava um brinquedo voando, não era de controle remoto nem capaz de realmente voar. O maior problema não foi deixar de comprar o produto, mas fazê-lo entender que o brinquedo não voava. Por um grande período evitei a televisão pois notava que uma criança tão nova era incapaz de distinguir anúncios de programas infantis.
O CONAR se defende falando sobre censura, sobre o direito de expressão. O McDonald´s escapou de ter seu McLancheFeliz banido de BH devido ao “livre comércio”, mas gostaria de saber quem irá garantir o direito de ligar a tv ou mais, de andar nas ruas sem ser bombardeado por anúncios que recorrem a criança diretamente? Quem irá explicar para meu filho que, ao contrário do que tudo ao redor diz, ele não irá virar super herói se consumir determinado produto? (só um exempo ok?) Sim, a nós pais cabe o não, a conversa, o diálogo. Este é o nosso dia-a-dia. E à sociedade nada cabe? As crianças não são o futuro? O nosso futuro?
Uma vez uma psicóloga disse que proibia o filho adolescente de ter a tv no quarto, que determinava horário para ver tv, usar celular, a internet, escolhia os filmes que o filho assistia. Quando questionada por uma amiga se não seria melhor o diálogo, o explicar e deixa-lo escolher, a resposta foi um sonoro não. O motivo maior não era a capacidade de compreensão do seu filho, nem o quanto os pais poderiam dialogar. O motivo era simples “a pressão externa é tão grande que nesta idade ele não conseguiria entender”. Um adolescente não entende e esperam que uma criança tenha maturidade para entender!
Fui criada por um pai empreendedor, que trabalhou muitos anos em diversas áreas ligadas a publicidade. Quando criança, quando eu criticava alguma propaganda ele logo desafiava:” faz melhor!” E lá ia eu, ainda criança, desenhar, modificar, criar!
Talvez fosse melhor o CONAR, tantos profissionais de publicidade, tantos criativos, e empresas que acreditam depender destas propagandas encararem este pedido de mudança (vindo do Instituto e de tantos consumidores) como um desafio! Que tal mudar, criar diálogo, criar um novo caminho ao invés de apenas ficar na defensiva (e ofender)? O Alex @Bogusky é um excelente exemplo!
Enquanto isto não acontece minha decisão é evitar a televisão e dizer não aos produtos que não souberem respeitar o direito do meu filho que #aos4, certamente nem ouvindo tantos nãos ou nossas explicações está preparado para lidar com isto.
Indico ler também:
Censura, não. Direitos.
Conar demonstra sua falta de responsabilidade para lidar com a ética em parecer sobre denúncia feita pelo Instituto Alana
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Tum-Tum
Irmã coruja que sou, precisava compartilhar com vocês este texto lindo escrito pelo meu irmão. Me emocionei!
Tum-Tum
Algumas coisas simplesmente fogem ao nosso planejamento. Ontem um pneu furado me fez planejar uma procura ao borracheiro o mais cedo possível para não chegar atrasado ao trabalho. As opções eram uma oficina próxima e um posto de gasolina que oferecem o serviço. Cheguei à oficina no horário de abertura e já não era o primeiro a ser atendido. Resolvi buscar o posto e o borracheiro estava atrasado. Retornei para oficina e passei a ser o terceiro da fila ao invés do segundo. Claro que a previsão de chegada ao trabalho não foi a mesma da véspera. Tum-Tum.
Programei ser rico aos trinta e cinco, mas estando a seis meses do deadline, ou como preferem os juristas, do prazo ad quem, rico mesmo só se aquele bilhetinho da Mega-Sena estiver premiado. Ao menos eu jogo, pois o que mais vejo são pessoas sonhando o que fariam com o prêmio, mas nunca jogam. Tenho certeza que isso dificulta um pouco o processo. Tum-Tum.
Acredito que temos que ter nossos sonhos e traçar objetivos para alcançá-los dia após dia. Acho que a reflexão dever ser no mínimo semanal para avaliarmos se naquela semana fomos nossos próprios melhores amigos, conselheiros, companheiros e trabalhadores na busca da realização. Será que fiz o melhor que podia? Tum-Tum.
Já escrevi uma vez sobre o acaso. Lembro-me que parafraseei Jon Lennon que dizia que “a vida é tudo aquilo que acontece enquanto você está ocupado planejando o futuro”. Temos que ter jogo de cintura para nos adequarmos a toda a mudança de plano que foge ao nosso controle. Tum-tum.
Porém, nem sempre esse acaso é um obstáculo. Ás vezes esse acaso é a oportunidade que vem passando lentamente em um seguro cavalo selado pronto para montar. Outras vezes é a queda que faz levantar, andar, correr. Outras, para um restritíssimo grupo de sortudos, é um bilhete lotérico premiado. Quase um milagre. Tum-tum.
Quando me referi à busca da realização leiam busca da felicidade. As manchetes de jornal comprovam que pouco importa um bilhete premiado se escolhemos para esposa uma ambiciosa futura viúva. Sempre ouço – e acredito – que Deus sabe o que faz. Creio que traçamos nosso destino de acordo com as atitudes que tomamos diante de todos esses acasos. Tum-tum.
Nesta altura alguém já deve ter feito a pergunta: Que “tum-tum” é esse? De repente seria mais apropriado um tic-tac, do relógio de nossas vidas que não param um só segundo. Nas aulas de português é a manutenção do hífen nos compostos de elementos repetidos. Na interminável construção do prédio ao lado é o bate-estacas que te acorda mais cedo do que deveria.
Na verdade tum-tum nada mais é do que um efeito sonoro. Mas este som é inesquecível. Jamais haverá samba enredo que consiga a simetria tão perfeita de intervalos e movimentos. Esse som foi ouvido em um exame recente, em uma sala escura, na tela de ínfima dimensões em comparação com os catálogos de anúncios de eletrônicos. Tum-tum, tum-tum, tum-tum.
O verdadeiro milagre é algo pequenino, de 50 milímetros, tem forma, cérebro, coluna vertebral. Tum-tum é o mais bonito som de um coração batendo. Meu bilhete foi premiado. SEREI PAI! ESTAMOS GRÁVIDOS!
Adolfo Assis
E eu serei tia! Mais uma vez tia coruja! Meu coração explode de alegria e amor come sta notícia!
Ele escreve bem não? Quem sabe ele não se anima e vem nos contar mais sobre o "Universo Paterno" ;-)
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Tiradas do Dia #aos4
Pensei em criar um espaço separado só para as tiradas do filhão. Já costumo compartilha-las no Twitter e Facebook, mas algumas o diálogo é maior ou exige explicação. Hoje registro algumas aqui e, se vocês leitores gostarem, irei escrever mais tiradas.
19/05 (para papai e mamãe não esquecerem a data)
Bate o pé...
Hoje eu entro sorrateiramente no quarto após dar mil avisos de que o pai estava dormindo e não podia nem
falar nem tocar no pai.
Quando estou quase saindo ele fala "Papai!" enquanto bate no pé do pai. Sai correndo e falando como se cochichasse "Vem mãe! Vem rápido mãe! Corre!"
Precisei me controlar muito para repreende-lo rs
----------------------------------
Fazendo dinheiro
Filhão hoje saindo de casa comigo para entregar o DVD atrasado
Filhão: Vai ter que pagar multa mãe?
Eu: - Sim
Ele: - Naõ tem problema, eu pego dinheiro no seu computador
Eu: - No computador? Como?!
Ele: - Quando vc trabalha no seu computador você não faz dinheiro?
---------------
Iniciando as saias justas
Na casa da avó, quase saindo para escola
Filhão: - Não pode comer muito, nem comer isto se não fica igual a Tia Lu (fazendo um contorno enorme ao redor da barriga)
Eu: - Vc não vai falar isto para ela né filho?
Filhão: - Nãaaaaaaaaao mãe! Nem vou falar que você me disse para não falar!
(Medo! rs)
--------------------------
O Pipoqueiro
Não gosto de comprar pipoca na saída da escola. Após ele perguntar o porquê respondi que não era saudável. Outro "porque?" . Expliquei que o óleo que o pipoqueiro usa não é bom e que eu usava manteiga boa, ficava mais saudável e gostoso...
Saindo da escola com o pai...
Filhão (choramingando para o pai): -Eu quero pipoca!
Pai: - Mamãe faz depois para você em casa.
Filhão parou, pensou e soltou: - É mesmo, ele faz com óleo ruim. (pausa). Por que ele (o pipoqueiro) usa óleo ruim? Vamos falar para ele que não é saudável!
Pai: - Porque ele não tem dinheiro para comprar a manteiga boa. Filho, mas não vai falar para ele que usa
óleo ruim. (com medo dele soltar um tiro para o pipoqueiro)
Filhão: - Por que?
Pai: -Porque ele vai ficar triste
(pausa)
Filhão: - Ele precisa trabalhar né pai!
19/05 (para papai e mamãe não esquecerem a data)
Bate o pé...
Hoje eu entro sorrateiramente no quarto após dar mil avisos de que o pai estava dormindo e não podia nem
falar nem tocar no pai.
Quando estou quase saindo ele fala "Papai!" enquanto bate no pé do pai. Sai correndo e falando como se cochichasse "Vem mãe! Vem rápido mãe! Corre!"
Precisei me controlar muito para repreende-lo rs
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Fazendo dinheiro
Filhão hoje saindo de casa comigo para entregar o DVD atrasado
Filhão: Vai ter que pagar multa mãe?
Eu: - Sim
Ele: - Naõ tem problema, eu pego dinheiro no seu computador
Eu: - No computador? Como?!
Ele: - Quando vc trabalha no seu computador você não faz dinheiro?
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Iniciando as saias justas
Na casa da avó, quase saindo para escola
Filhão: - Não pode comer muito, nem comer isto se não fica igual a Tia Lu (fazendo um contorno enorme ao redor da barriga)
Eu: - Vc não vai falar isto para ela né filho?
Filhão: - Nãaaaaaaaaao mãe! Nem vou falar que você me disse para não falar!
(Medo! rs)
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O Pipoqueiro
Não gosto de comprar pipoca na saída da escola. Após ele perguntar o porquê respondi que não era saudável. Outro "porque?" . Expliquei que o óleo que o pipoqueiro usa não é bom e que eu usava manteiga boa, ficava mais saudável e gostoso...
Saindo da escola com o pai...
Filhão (choramingando para o pai): -Eu quero pipoca!
Pai: - Mamãe faz depois para você em casa.
Filhão parou, pensou e soltou: - É mesmo, ele faz com óleo ruim. (pausa). Por que ele (o pipoqueiro) usa óleo ruim? Vamos falar para ele que não é saudável!
Pai: - Porque ele não tem dinheiro para comprar a manteiga boa. Filho, mas não vai falar para ele que usa
óleo ruim. (com medo dele soltar um tiro para o pipoqueiro)
Filhão: - Por que?
Pai: -Porque ele vai ficar triste
(pausa)
Filhão: - Ele precisa trabalhar né pai!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Colo... eu quero!
Hoje o texto é de uma grande amiga minha, amiga irmã... mãe de duas meninas lindas! Há tempos a convidava para escrever aqui, hoje acordo e recebo logo de presente este belíssimo texto. Retrata o que eu acredito, amor nunca é demais. Espero que gostem, quem sabe ela não se anima a escrever mais ;-)
COLO... EU QUERO!
Quando a gente engravida, já começa a ouvir milhares de palpites das pessoas mais "experientes". Todo mundo tem um bom conselho para dar. Dos muitos que recebi, dois não me saem da cabeça. Um era sobre dar muito colo para o bebê, diziam que ficaria mal acostumado, só ia querer colo, ia ficar manhoso. O outro, era sobre não permitir que a criança dormisse na cama dos pais, senão ela jamais iria acostumar com seu próprio quarto, ia ser uma "guerra" na hora de tranferi-la para seu quarto, senão, senão... bobagens!
Pois bem, ao parir, lambi minha cria como um bicho, beijei, dei colo, abracei, dei colo, amamentei, dei colo, e contrariando todos os conselhos, enfrentando todos os olhares tortos e de reprovação, dei todo colo que eu consegui. Minhas filhas quase não têm kilometragem no carrinho de bebê, muito menos no bercinho. Dei todo colo do mundo. Passava dias - e noites- dando todo colo que eu conseguia dar.
Berço? Foi a compra mais inútil da minha gravidez , ambas nem tomaram conhecimento desse objeto. Foram meses e anos de cama compartilhada. Com o nascimento da segunda, cheguei a ouvir coisas do tipo: "-Vê se dessa vez faz direito e coloca a bebê no bercinho dela, senão será trabalho dobrado depois." ou "Agora não vai ter mais espaço, vai ter q colocar no quarto dela." E com a segunda, mudei mesmo... de cama! Viva as camas king size! rs
Hoje, a primogênita tem 3 anos e 7 meses e a caçula 1 ano e 9 meses, e eu ainda gosto de dar colo, muito colo, mas preciso implorar por 5 minutinhos dele. Essa história de ficar manhosa, mal acostumada é verdade sim, EU fiquei!!! Elas aprenderam a andar e, com a mesma segurança que meu colo transmitiu a elas enquanto bebê, elas caminham nos seus primeiros anos de vida. Recorrem ao colo sempre que uma dor, um sono ou um medo estão por perto. Sabem que esse colo sempre estará ali, em qualquer idade.
Mudamos de casa, elas ganharam um quartinho novo que decorei com muito carinho. Resolvi, não sem dor, que era hora delas usufruírem desse novo cantinho. Já fazem 4 noites que elas dormem em seu próprio quarto, cada qual em sua caminha. Sob protesto sim, do papai! Ele se sente muito só, sem a ninhada toda emboladinha na gente.
Fico me perguntando, onde foram parar as dificuldades, as crianças manhosas, as lutas que tanto me alertaram? A resposta eu sei. Foram parar bem longe das minhas duas meninas, que ao serem tão amadas, muito amadas, cresceram crianças seguras de si, seguras do seu lugar no mundo. Crianças felizes por saberem que podem enfrentar coisas novas, podem seguir por qualquer caminho, podem encarar qualquer parada, podem ir a qualquer lugar, porque haja o que houver, elas sabem que há um colo certo e uma cama quentinha cheia de amor as esperando.
É a segurança do amor. Nestas 4 noites nenhuma delas foi, no meio da noite, dormir na minha cama. Que pena.... mas hoje é outro dia, quem sabe uma delas não resolve aparecer por lá? Vou ficar torcendo... ;-)
Marcela Andrade
COLO... EU QUERO!
Quando a gente engravida, já começa a ouvir milhares de palpites das pessoas mais "experientes". Todo mundo tem um bom conselho para dar. Dos muitos que recebi, dois não me saem da cabeça. Um era sobre dar muito colo para o bebê, diziam que ficaria mal acostumado, só ia querer colo, ia ficar manhoso. O outro, era sobre não permitir que a criança dormisse na cama dos pais, senão ela jamais iria acostumar com seu próprio quarto, ia ser uma "guerra" na hora de tranferi-la para seu quarto, senão, senão... bobagens!
Pois bem, ao parir, lambi minha cria como um bicho, beijei, dei colo, abracei, dei colo, amamentei, dei colo, e contrariando todos os conselhos, enfrentando todos os olhares tortos e de reprovação, dei todo colo que eu consegui. Minhas filhas quase não têm kilometragem no carrinho de bebê, muito menos no bercinho. Dei todo colo do mundo. Passava dias - e noites- dando todo colo que eu conseguia dar.
Berço? Foi a compra mais inútil da minha gravidez , ambas nem tomaram conhecimento desse objeto. Foram meses e anos de cama compartilhada. Com o nascimento da segunda, cheguei a ouvir coisas do tipo: "-Vê se dessa vez faz direito e coloca a bebê no bercinho dela, senão será trabalho dobrado depois." ou "Agora não vai ter mais espaço, vai ter q colocar no quarto dela." E com a segunda, mudei mesmo... de cama! Viva as camas king size! rs
Hoje, a primogênita tem 3 anos e 7 meses e a caçula 1 ano e 9 meses, e eu ainda gosto de dar colo, muito colo, mas preciso implorar por 5 minutinhos dele. Essa história de ficar manhosa, mal acostumada é verdade sim, EU fiquei!!! Elas aprenderam a andar e, com a mesma segurança que meu colo transmitiu a elas enquanto bebê, elas caminham nos seus primeiros anos de vida. Recorrem ao colo sempre que uma dor, um sono ou um medo estão por perto. Sabem que esse colo sempre estará ali, em qualquer idade.
Mudamos de casa, elas ganharam um quartinho novo que decorei com muito carinho. Resolvi, não sem dor, que era hora delas usufruírem desse novo cantinho. Já fazem 4 noites que elas dormem em seu próprio quarto, cada qual em sua caminha. Sob protesto sim, do papai! Ele se sente muito só, sem a ninhada toda emboladinha na gente.
Fico me perguntando, onde foram parar as dificuldades, as crianças manhosas, as lutas que tanto me alertaram? A resposta eu sei. Foram parar bem longe das minhas duas meninas, que ao serem tão amadas, muito amadas, cresceram crianças seguras de si, seguras do seu lugar no mundo. Crianças felizes por saberem que podem enfrentar coisas novas, podem seguir por qualquer caminho, podem encarar qualquer parada, podem ir a qualquer lugar, porque haja o que houver, elas sabem que há um colo certo e uma cama quentinha cheia de amor as esperando.
É a segurança do amor. Nestas 4 noites nenhuma delas foi, no meio da noite, dormir na minha cama. Que pena.... mas hoje é outro dia, quem sabe uma delas não resolve aparecer por lá? Vou ficar torcendo... ;-)
Marcela Andrade
domingo, 8 de maio de 2011
Resultado do Sorteio do Dia das Mães
Queridas, segue o resultado do sorteio. A sortuda foi a @emanuelegomess
Espero que todas tenham um dia muito especial com seus filhos(as), repleto de carinhos, beijinhos e declarações.
Não existe nada mais especial do que ser mãe! Feliz Dia das Mães!
Espero que todas tenham um dia muito especial com seus filhos(as), repleto de carinhos, beijinhos e declarações.
Não existe nada mais especial do que ser mãe! Feliz Dia das Mães!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Sorteio de Dia das Mães
Eu nunca fui uma entusiasta de cosméticos, não muito vaidosa, admito, mas quando conheci a Antídoto seus produtos me conquistaram e virei cliente da Antídoto Rio. Para mim o mais atraente dos produtos é, que além de cuidar da pele, sempre possuem um atraente extra.
Sou fã da água refrescante com cheirinho suavae (e ainda hidrata), do gel bifásico que hidrata e gera sensação de frescor e, para noite, um hidratante que funciona quase como uma base para pernas, com um leve brilhinho.. afinal mães também são mulheres e um tico de vaidade sempre faz bem.
Vamos ao que interessa. A Antídoto Rio me cedeu dos produtos deliciosos para um sorteio: a loção hidratante de Morango com Chantilly e o óleo bifásico de Morango.
Para participar do sorteio siga @UniversoMaterno @antidotorio e curta a página da Antídoto Rio no Facebook. Depois retuite a frase:
Sigo a @antidotorio e @universomaterno e quero ser mimada no #DiadasMaes http://kingo.to/AKF
O sorteio será feito domingo, dia 8 às 21h via sorteie.me e verificaremos se a(o) sorteada(o) realmente nos segue e curte a página da Antídoto no Facebook
Promoção válida apenas com endereço de entrega no território nacional. Entraremos em contato com o ganhador via DM para obter os dados para o envio dos mimos.
Todos os produtos da Antídoto são hipoalergênicos e feitos com extratos naturais de flores e frutas. Para quem quiser saber mais segue a descrição dos produtos
LOÇÃO BIFÁSICA HIDRATANTE DE MORANGO COM CHANTILY
Formulada com substancias refrescantes, hidratantes e óleos vegetais, formando uma mistura completa e rica em nutrientes, alem de possuir extrato natural de frutas. Não contem óleo em sua fórmula.
Como usar - Deve ser utilizada após o banho, sendo espalhada em massagens por todo o corpo. Ao apertar a válvula os dois produtos se misturam na medida correta para ser usado.
ÓLEO BIFÁSICO DE MORANGODetalhes
Se apresenta em 2 fases. A primeira fase, hidratante com base de substancias hidrossolúveis, extratos vegetais e fragrância. A segunda fase é emolinte e umectante com base de mistura de óleos vegetais, minerais, que tem a função de proteger a pele.
Como usar - Agite o produto antes de usar até que as fases se misturem. Pode ser massageado por todo corpo antes e durante o banho.
Boa sorte!
Sou fã da água refrescante com cheirinho suavae (e ainda hidrata), do gel bifásico que hidrata e gera sensação de frescor e, para noite, um hidratante que funciona quase como uma base para pernas, com um leve brilhinho.. afinal mães também são mulheres e um tico de vaidade sempre faz bem.
Vamos ao que interessa. A Antídoto Rio me cedeu dos produtos deliciosos para um sorteio: a loção hidratante de Morango com Chantilly e o óleo bifásico de Morango.
Para participar do sorteio siga @UniversoMaterno @antidotorio e curta a página da Antídoto Rio no Facebook. Depois retuite a frase:
Sigo a @antidotorio e @universomaterno e quero ser mimada no #DiadasMaes http://kingo.to/AKF
O sorteio será feito domingo, dia 8 às 21h via sorteie.me e verificaremos se a(o) sorteada(o) realmente nos segue e curte a página da Antídoto no Facebook
Promoção válida apenas com endereço de entrega no território nacional. Entraremos em contato com o ganhador via DM para obter os dados para o envio dos mimos.
Todos os produtos da Antídoto são hipoalergênicos e feitos com extratos naturais de flores e frutas. Para quem quiser saber mais segue a descrição dos produtos
LOÇÃO BIFÁSICA HIDRATANTE DE MORANGO COM CHANTILY
Formulada com substancias refrescantes, hidratantes e óleos vegetais, formando uma mistura completa e rica em nutrientes, alem de possuir extrato natural de frutas. Não contem óleo em sua fórmula.
Como usar - Deve ser utilizada após o banho, sendo espalhada em massagens por todo o corpo. Ao apertar a válvula os dois produtos se misturam na medida correta para ser usado.
ÓLEO BIFÁSICO DE MORANGODetalhes
Se apresenta em 2 fases. A primeira fase, hidratante com base de substancias hidrossolúveis, extratos vegetais e fragrância. A segunda fase é emolinte e umectante com base de mistura de óleos vegetais, minerais, que tem a função de proteger a pele.
Como usar - Agite o produto antes de usar até que as fases se misturem. Pode ser massageado por todo corpo antes e durante o banho.
Boa sorte!
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