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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

UNIMED RIO decide ignorar a gravidade da ENDOMETRIOSE

POR FAVOR COMPARTILHEM!

Este é um assunto que não queria falar em aberto, não queria me expor, mas a ‪#‎UnimedRio‬ não me deixa outra alternativa.

Há anos sofro com os sintomas de endometriose, mesmo com casos na família, mesmo conhecendo a doença, passei alguns anos parando na emergência de hospitais sem um diagnóstico.

EM NOVEMBRO do ano passado, após uma ressonância, foi constatado o endometrioma. Tentei o tratamento tradicional que é interromper a mestruação, mas com enxaqueca e histórico de isquemia na família o risco é alto e, na primeira crise tive que suspender.

A ENDOMETRIOSE AVANÇA A CADA CICLO.

Em JUNHO paguei uma consulta particular devido a dificuldade de agendar pelo plano. Parei na ginecologista com uma barriga do tamanho de 5 meses de gravidez e dor que mal me permitia caminhar. Segundo a médica estava com trompa, útero e ovários inflamados devido a endometriose.

Foram muitos remédios para amenizar o quadro e muitos pedidos de exames. Novamente dificuldades no agendamento e em conseguir consulta com especialistas.

Dia 03 de SETEMBRO o especialista escolhido entrou com o pedido da cirurgia após todos os exames pré operatórios. ATÉ HOJE a UNIMED RIO não liberou o agendamento da cirurgia, alegam que a empresa que fornece o material não respondeu.

No meu caso, NÃO EXISTE TRATAMENTO A NÃO SER A CIRURGIA para que eu volte a ter qualidade de vida.

Nos últimos meses minha qualidade de vida, minha produtividade, estão baixíssimas. A dor é diária, sendo metade do mês incapacitante. Isto já me afeta financeiramente. Mesmo assim a UNIMED trata como algo banal.

Repito A ENDOMETRIOSE AVANÇA A CADA CICLO e o meu quadro pode se agravar muito. Não não é incomum atingir outros órgãos como intestino e bexiga

ME AJUDEM COMPARTILHANDO! Quem sabe doendo no calo a Unimed-Rio, toma alguma atitude.

sábado, 8 de março de 2014

Não quero direitos iguais

Hoje é o Dia Internacional da Mulher, e todos sabemos que se este dia existe é porque ainda existe também muita coisa errada.

Imagem Dorly Neto via Aline Kelly


Não sei se posso me intitular feminista, ao menos não como uma grande parcela entende o que é ser feminista. Fiquei pasma quando li que uma mãe ao se entitular feminista ouviu a seguinte resposta: -Se você é mãe não é feminista! Será que este ser entende que a maternidade é uma das funções mais importantes que poderia exercer na sociedade? Que ao criar o meu filho de forma consciente, não estou apenas formando uma pessoa do bem, mas um machista a menos?


E por que não quero direitos iguais? Porque não os quero da forma como são aplicados hoje. Canso de escutar homens se referindo a dupla, tripla, jornada de trabalho “Não queriam direitos iguais, agora aguentem”. Conquistamos o direito de voto, de estudar, de trabalhar, mas a maioria ainda não conquistou nem uma mísera ajudinha em casa.

(E este é o melhor dos cenários já que problemas como violência doméstica ainda ocorrem corriqueiramente. Aliás, neste texto vou falar apenas do cenário que me cerca, isto não quer dizer que não entenda a importância de lutar por direitos das mulheres que ainda não obtiveram quase nenhum.)

O que quero? Quero que homens respeitem nossas diferenças e sejam realmente parceiros das mulheres. Quero que o governo entenda que um projeto que torne viável o meio período de trabalho daria oportunidade para muitas mães conciliarem maternidade e trabalho e, num mundo ideal, aos pais também.

Quero que a mídia abandone a imagem de “mulher super poderosa” que cuida da família, estuda, trabalha, cuida dos filhos, é ótima na cama e ainda consegue estar em forma, bonita, maquiada, cabelo escovado e unha feita. Quero que a bunda da fulana deixe de ser notícia, que revistas femininas falem de assuntos que não insultem minha inteligência.

Não me sinto superior por ser mulher, por exercer tantas funções, pelo contrário, muitas vezes me sinto é cansada.  Não quero briga, não quero ser superior, quero parceria. Quero que sejamos admiradas pelas muitas qualidades que temos: capacidade de lidar com inúmeras funções ao mesmo tempo, sermos tagarelas comunicativas, termos uma maior capacidade de ler e entender as emoções dos outros... Por outro lado admiro a maior audácia dos homens, sua força (ao contrário da tendência da moda não quero ser forte como eles), a eterna capacidade de serem crianças e brincarem com tudo (às vezes nós mulheres levamos tudo muito a sério). Quero aprender com os homens e que eles aprendam conosco!

Ao contrário das mães de meninas, não vibro com Frozen, com o menino sendo apenas coadjuvante. Sim, é lindo não precisarem de um príncipe, mas ainda curto muito mais Shrek onde Fiona e ele formam uma bela parceria, se revezando em quem salva quem, ambos sendo a estrela do filme, cada um do seu jeito. Aliás, tirando o fato que estragaria a surpresa do primeiro filme de como a Fiona realmente é, poderia se chamar Shrek & Fiona.

Quero respeito e que um dia homens e mulheres brilhem JUNTOS!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ 2014!


Que em 2014 a maternidade seja abraçada com toda a vontade por todos que a escolheram. Que pais, avós, tios, sejam parceiros e completem o círculo, não sendo apenas um apoio.


Que exista paciência, muito paciência, mas também risadas, amor, carinho, diálogo.

Desejo a todos muitas risadas,
banhos de chuva,
abraços,
pulos em poças,
rolar na areia,
correr na grama descalços,
pular ondas,
colos,
subir em árvores,
mais risadas,
mais abraços
e o melhor eu te amo que existe, o dos filhos.


FELIZ 2014! #vemanonovo




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Ressaca de uma mãe após o Natal

Eu amo o Natal, mas hoje, eu queria um decreto que já que é uma data estimada do nascimento do menino Jesus, que ela sempre caisse numa sexta-feira.

A loucura deliciosa começa uma semana antes quando você ainda está trabalhando muito e lembra que o Natal está chegando e faltam n lembrancinhas. Não porque você tem que dar ou comprar, mas porque você quer dar um pouco mais de atenção/carinho.

Chega dia 24, você madruga para trabalhar para dar conta das funções do Natal. Pinta vidro, embrulha mil presentes, arruma a todos...queria dar uma dormidinha antes da festa, mas obviamente não dá tempo.

Você tenta mandar mensagem para todos os amigos queridos, mas também não dá tempo (felizmente minha lista é grande).

Você dorme pouco esta noite, afinal uma criança espera ansiosa para ver o que aparece no sapatinho embaixo da árvore.

Dia 25 tem mais comemoração. Após o almoço filhão e sobrinho nos fazem jogar todos os jogos que ganharam nestes dias. Na verdade quase todos porque foram tantos que não deu tempo.

Hoje, dia 26, é dia de voltar ao trabalho, reuniões me esperam. Acordo feliz, coração cheio de amor ainda do Natal, até que me deparo com minha sala.  Além dos enfeites de Natal ela conta com adornos extras, uma bicicleta e muitas sacolas recheadas de presentes que família e amigos deram para o filhão.

Todo este amor agora é acompanhado por uma pontada forte de desespero, pois apesar de você já ter limpado o armário do filho algumas vezes este ano, novamente não tem onde guardar nem a metade! Seria pedir muito dia 25 sempre na sexta-feira? ;-)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Lembrança Dia dos Professores


Sempre dou lembranças para os professores do meu filho. Este ano acho que estes profissionais estão merecendo ainda mais um carinho. Os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro deixaram mais claro do que nunca como estes profissionais tão importantes para o futuro de nossos filhos e de nosso país (realmente acredito que só dando educação de qualidade para todos teremos um dia um país melhor)

Como na fase de educação infantil (acredito que a partir do fundamental 2 também) são muitos professores, é preciso um tanto de criatividade para presentear a todos com carinho sem ficar sem um tostão no bolso. Já fiz cookies numa embalagem legal, já dei cupcakes, chocolates (depois descobri que ganham demais!), diversas plantinhas pequenas. De todas as lembranças a que fez mais sucesso até hoje foram as mini rosas. (A ponto de juntar professoras e mães ao redor para ver) O sucesso foi tão grande que repetimos este ano.

Eu paguei R$2,50 cada. Elas vem num vasinho de plástico bem pequenino e requerem pouca água. Enfeitei, envolvendo os vasos com tecido. Da última vez que fiz muitas pessoas pediram para explicar como. Segue abaixo.
Material usado

Mini Rosas
Retalhos de tecido
Fita dupla face
Elástico (estes de escritório)
Fita de cetim
Tesoura


 Cortei retalhos de sobras de tecido que tinha aqui em casa. Fiz no olho mas medi para vocês, foram quadrados de 18x18cm. Coloquei o vasinho no meio e fechei o tecido envolvendo o mesmo, em seguida prendi o tecido com o elástico.

Para a fita de cetim não escorregar, gosto de colocr dupla face (poderia ter usado cola quente, mas demoraria mais tempo). Em seguida coloquei a fita de cetim cobrindo a fita dupla face e dei o laço.


É tão rápido de fazer quanto esta explicação.



Gosto de dar um toque ainda mais pessoal. Filhão participa, prepara a lista para quem vamos presentear, escolhe a cor para cada uma das professoras e escreveu o nome de cada uma nos cartões que coloquei junto da plantinha. Para o professor de judô, quis um cactus rs



As minhas comprei na Acácia Garden Center. Não, não é publipost. Falo deles por gratidão.

Sempre amei plantas, mas elas sempre morriam. Meu marido me chamava de a menina do dedo preto! Eu ria, mas tem tristeza maior do que amar plantas e não conseguir mantê-las? Quando passei a comprar lá as vendedoras sempre me orientaram para as possíveis plantas de acordo com o local que ficariam e me deram dicas de como cuidar. O resultado foi uma casa cada vez mais verde :-))

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Bienal do Livro – Dicas para quem vai com crianças

Vou na Bienal do Livro com meu filho desde que ele nasceu. Foi a primeira vez comigo com meses de vida no sling (hoje sei que assim é moleza, quando sentia fome era só dar peito), depois com 2, 4 e este ano agora com 6 anos. Antes já ia com meu sobrinho e irmã.

Acho que posso dizer que sou quase uma expert de bienais acompanhada de crianças.
No primeiro ano, ele pequetito e com dificuldade  de dormir, respeitei mais o seu horário e fui com ele no sling. Certamente o ano mais tranquilo.

Nos outros aprendi a ir com mais calma, respeitar o caminhar e interesse dele. Sempre conversei antes com ele falando de como faríamos. Seguem umas dicas gerais.

1. Se for no final de semana, chegue um pouco antes de abrir os portões. No final de semana a parte da manhã é sempre bem mais tranquila. É nítido o aumento de movimento após o horário do almoço. É comum também a fila para entrar no estacionamento. Assim você ainda consegue também vagas com sombra. (Ninguém merece depois de andar tanto ter o filho chorando na saída porque a cadeirinha ficou fervendo no sol).

2.  Compre os ingressos antecipadamente em um dos pontos disponíveis. É possível também comprar online. Veja mais informações no site oficial da Bienal do Livro. Lembrando que crianças abaixo de um metro não pagam.

3.  Se chegar cedo não se preocupe em pagar o estacionamento antes. As atendentes do posto de pagamento só começam a atender às 10h. Ano passado enfrentei fila para pagar o estacionamento e na hora que sai estava vazio.

4. Comece pelo último pavilhão! A entrada e saída ficam lado a lado. Minha dica é ir direto para o último pavilhão. Lá que costumam colocar as atrações principais. Ano passado a Floresta de Livros estava no último pavilhão, este ano o Planeta Ziraldo, está também no último.

 Na ida se a criança mostrar interesse por algo pare, veja, mas continue seguindo até o último pavilhão. É mais fácil ir retornando aos poucos, do que chegar no último com a  família toda cansada de andar e ter que retornar tudo. Lembre-se também que por volta das 13h começa a aumentar muito o movimento tornando a locomoção mais lenta e difícil.

5. Leve mochilas com lanchinhos. Como meu filho ama comida e tem resistência a lanches, levo suco, algum biscoito ou fruta que ele goste e franguinho em cubos com arroz e feijão. Sentamos e os demais lancham algo enquanto ele come. A mochila após o lanche/almoço fica mais leve e pode ajudar a carregar os livros que comprar.
6. Se for com criança muito pequena leve o sling (ou outro aparato para carrgar o bebê junto ao corpo). Nos dois primeiros anos de Bienal com ele o sling me salvou. O movimento aumentou muito e seria inviável mante-lo no carrinho. O carrinho serviu para carregar os livros pesados.

7. Selecione e marque no mapa o que realmente quer ver, o que achar imperdível. Eu nunca parei para pedir autógrafo apesar do meu filho adorar o Ziraldo. As filas na Bienal costumam ser muito grandes. Se quiserem muito a dica é ir em grupo, enquanto uma mãe segura lugar na fila a outra passeia coma s crianças.

8. Fuja dos encontros mais populares, principalmente de adolescentes. Na Bienal de 2001 fui justamente no dia da Hannah Montana (se não confundi com outra celebridade teen). Ocorreu uma correria de adolescentes que parecia estouro de boiada. Eu literalmente grudei filhão e sobrinho contra a parede de um estande. Agora preto atenção também às celebridades que causam mais comoção para evitar estar no mesmo pavilhão no horário delas. Desculpa Thalita Rebouças! rs

9. Existe uma promoção que reembolsa metade do ingresso quando você realizar compras acima de R$70,00. Os estandes que participam da promoção estarão sinalizados.

10. Vale procurar promoções! No último pavilhão costumam ter livros mais simples ou de contos de fada tradicionais a valores muito em conta. Comprei nas anteriores 3 livros do Charlie e Lola por um valor muito em conta e na de 2011 comprei a coleção completa do Sítio do Pica Pau Amarelo pela metade do preço no estande da Editora Globo.

Irei no sábado seguindo estas dicas. Quem for antes e souber de promoções e outras dicas por favor envie e eu publicarei. Prometo retornar falando o que vimos e os achados de sábado.

Boa Bienal!

* Agradeço a Patricia Cunha e Flavia Oliveira que deram a dica de comprar antecipadamente e de levar a mochila (quando não usar mais carrinhos)









sexta-feira, 21 de junho de 2013

"Quero o Bem do Brasil!" - Protesto Materno

Cresci sonhando com um Brasil melhor, cresci escutando que nosso país é o país do futuro. Hoje penso se este futuro um dia chegará.

Eu estudei fora do Brasil em duas ocasiões diferentes, em ambas surgiram ofertas para que eu ficasse mais tempo nos Estados Unidos, prosseguisse ou aprofundasse os estudos lá, iniciasse um trabalho, mas escolhi ficar. Não, não me arrependo. Amo meu país e não sei se conseguiria viver a vida longe da minha família. Isto não quer dizer que não me preocupe, e claro a preocupação aumentou com a soma de dois fatores: virei mãe e as mudanças e impunições dos últimos anos.

Segunda meu filho vendo as notícias comigo (sempre evito isto, mas neste dia achei importante), fez inúmeros questionamentos.

"O que é protesto?
Por que estão protestando?
Por que o governo não faz o que tem que fazer?"
Por que roubam”



Eu tenho conversado muito com meu filho sobre o tema e ele demonstrou vontade de participar. Por isto estou divulgando e apoiando os encontros de famílias com crianças que acontecerão em todo país no próximo domingo.

O blog 1001 Roteirinhos está disponibilizando a lista dos eventos aqui.

Não quero que a geração do meu filho se acostume ao que nos acostumamos. Não quero que eles sintam que impotentes ou perdidos como nós. Estou temerosa do rumo dos protestos (principalmente pelo que ocorreu ontem à noite em todo país). É preciso colocar ordem, reinvidicar de forma ordenada, definir prioridades. A minha? Sempre será educação!

Sem educação nada irá mudar, a voz do povo nunca terá realmente força. Adoraria que aprovassem a lei do senador Cristovam Buarque exigindo que filhos de políticos estudem em escolas públicas. Quems abe assim eles olhem para educação.

Outras prioridades?

- Eliminar de uma vez por todas a ideia da PEC 37
- Que os políticos condenados sejam presos
- Fim das regalias e dos salários abusivos dos políticos. (Quer ser político? Seja por vontade de mudar, por vocação!)

E as suas prioridades? Quais são?

Que saber mais? Siga a fan page do #ProtestoMaterno no Facebook




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dicas de Jogos - Semana Mundial do Brincar

Semana Mundial do Brincar e eu devendo posts sobre os jogos que temos usado muito aqui em casa. Logo, vamos juntar tudo! ;-)

O movimento motiva muito a brincadeira livre, o que praticamos muito. Nosso dia a dia vai desde os tradicionais pique, esconde-esconde, bola, passeios no parque, andar de bicicleta e brincadeira com bonecos e carrinhos (estes eu babo com a historinhas que surgem durante) até os jogos.

Aqui os primeiros foram os tradicionais jogo da memória e quebra-cabeças com 2 anos. (Papai corujou muito neste vídeo!)


(mais um parênteses...como somos chatos não? "Dá tchau", "olha para câmera" #quemnunca)

Aos 3 o Cara a Cara (com ajuda para ler os nomes). Aos 4 a febre foi do UNO e rapidamente ele entendeu o jogo e criava estratégias (se alguém não conhecer eu falo deste jogo depois). Papai e mamãe, que gostam de brincar até hoje, aproveitaram que filhão cresceu e compraram/baixaram/resgataram alguns jogos . O post de hoje é na verdade uma dica de dois jogos.


MILLE BORNES 
Indicação de idade do fabricante – a partir de 8 anos
Número de jogadores – 2, 3, 4 ou 6 jogadores

Este eu jogava com marido e meus cunhados que ainda eram crianças. Precisa saber somar e, apesar de ser somas simples, poderiam facilmente criar uma versão com contas mais simples para crianças.
É um jogo de cartas e você é um piloto de carro de corrida, seu objetivo é dirigir 1000 milhas antes dos demais. Atenção, não pode passar de 1000.

Para você andar precisa primeiro da carta de sinal verde. O desafio é que os outros  jogadores podem baixar cartas para evitar que você ande, um pneu furado, um acidente de carro, falta de gasolina. O jogador só anda caso tenha as cartas, digamos, antídotos ou consertos.



Os jogadores ainda contam com cartas especiais que impedem os demais de baixarem um determinado tipo de obstáculo durante toda aquela rodada. Caso alguém baixe, por exemplo, um pneu furado para você e você naquele instante colocar a carta azul especial, você faz um “coup fourré” e ganha mais pontos. Estratégia e matemática são as palavras que definem este jogo.

O jogo vem com uma cartela de pontos e sugerem que ganha quem chegar a 5000 pontos somando a pontuação de cada partida.



Infelizmente, apesar de licensiado pela Hasbro, não encontrei aqui no Brasil.


ZOMBIE DICE 
Indicação de idade do fabricante – a partir de 10 anos
Número de jogadores – 3 a 8 jogadores

Acredito que erraram feio na indicação da idade. Filhão aos 6, não só joga como ainda explica as regras.

Virou febre aqui em casa. Onde vamos o jogo vai junto , já que é apenas uma caixa pequena com dados.  Com todos os grupos, das idades mais variadas, que jogamos o sucesso foi absoluto.

Objetivo: comer cérebros! Isto mesmo! Você é um Zumbi e quem comer 13 cérebros primeiro, ou mais, ganha o jogo.

(Atenção! Caso você complete 13 cérebros e a rodada ainda não tiver terminado os jogadores que ainda irão jogar podem ganhar caso consigam mais de 13 cérebros. Em caso de empate é feita uma rodada extra apenas com os empatados)

Como jogar: Pegue 3 dados aleatoriamente (nada de olhar!), jogue os dados. Se você tirar cérebro comeu o de alguém, se tirar a figura de pegadas é porque seu alvo fugiu, se aparecer tiro, cuidado! Com três tiros você “morre”, perde os pontos desta rodada e passa a vez para o próximo jogador.

Caso ainda não tenha 3 tiros, o jogador decide se continua ou não a jogar. O dado com a imagem do cérebro ou tiro ficam separados marcando o status atual, o dado com pegadas deve ser jogado novamente. Você joga sempre 3 dados. 1 pegada, pegue mais dois dados.

O jogo mistura estratégia e sorte, já que os dados verdes tem probabilidades melhores, os amarelos podemos dizer serem neutros e os vermelhos...reze! ;-)



Impossível jogar sem fazer piadas, cutucar o outro, torcer!

Este jogo você encontra no Mercado Livre ou Amazon. Também é possível comprar uma expansão com três dados extras que dão uma graça a mais no jogo.

Usamos muito o app Scorekeeper XL para ajudar a marcar os pontos no Zombie Dice e em outros jogos. (O app diz ser gratuito por tempo limitado).

Na lista ainda tenho que falar do Mucnhkin, Eu sou? e do Dixit.
Em breve! ;-)




terça-feira, 7 de maio de 2013

Ame sem vergonha! Ame sem parar!


Hoje completo 10 anos de muita saudade, dez anos que me despedi do meu pai. Já devia saber que hoje precisaria escrever sobre ele, sim, é uma necessidade. Alivia o peito e  compartilho um pouco do tanto que aprendi com ele e com esta despedida.

Na época cheguei a escrever um e-mail para meus amigos, não apenas dando a notícia, mas clamando que aproveitem cada minuto ao lado das pessoas que amam.  Meu pai faleceu de uma hora para outra, nada de despedidas formais, nada que nos avisasse que algo poderia acontecer. Na verdade a notícia era “amanhã, após o cateterismo, ele retorna para casa”.

Eu, que sempre fui um grude, ou abençoada por escutar um pouco mais o coração/intuição, dei grande importância para breve visita permitida na UTI naquela noite. Minha mãe já saia de casa quando cheguei do escritório. Peguei um casaco correndo e fui com ela.

Nos cinco minutos que tive com ele conversamos brevemente e ele disse “Eu sinto muito orgulho de você”. Eu, que sempre fui muito tímida para expressar meus sentimentos, soltei quase sussurrando  “eu também. Te amo.”. Neste momento meu pai  pediu que eu me retirasse dizendo “Te amo. Estou me emocionando e não posso, preciso falar com sua mãe”. Se ele previa algo, não sei. Só sei que foram nossas últimas palavras.

Agradeço sempre por ter soltado aquelas palavras, mesmo que num sussurro meio engasgado. Hoje me preocupo sempre em vencer esta timidez e dizer te amo e ser mais carinhosa com minha família e as pessoas que tanto amo. Gestos são bons, mas a declaração e o carinho são vitais.

Brigas? Certamente acontecem, mas não quero perder tempo com elas. Sei que sempre irei conversar e me acertar com as pessoas que amo, mas não quero perder nem um minuto. Sinto uma urgência em viver bem, em ser feliz e amar. Ter razão raramente é importante.

Hoje clamo novamente: - Amem! Declarem seu amor! O tempo é precioso.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Oi! Estou aqui ao lado!


Hoje vou fugir um pouco do tema do blog, ou não, já que não vivemos sozinhos numa ilha e toda sociedade influencia na educação e futuro dos nossos filhos.
Este post é resultado da soma de experiências minhas e de terceiros (e da nossa indignação) e mensagens que ouvi nesta última semana.

Assistindo o programa Futurama, num episódio no qual um alienígena repleto de tentáculos se acopla a um dos personagens principais e cria uma nova religião o então novo pastor diz:

- Vocês precisam amar ao tentáculo!

Na mesma hora o cientista rebate:

- Ainda bem que é só amar ao tentáculo e não ao próximo!

Uma crítica e tanto, e para mim, muito pertinente para este nosso mundo atual.

Não vou falar aqui de religião. Tenho amigos das mais diversas, os que creêm e não seguem religião alguma e amigos ateus. Para mim isto não importa, são pessoas igualmente boas. Sempre acreditei que o que faria realmente diferença no mundo é amar ao próximo, ao menos respeita-lo.

Assistindo hoje à missa escuto falar sobre caridade, e o padre chega a coloca-la num patamar mais importante até que a fé e esperança. Não, caridade não é só doar, ajudar, é conseguir respeitar quem está ao lado, é perdoar, é não ter inveja, e até entender que você não é mais importante que ninguém.

Não quero viver mais este mundo onde pessoas param na vaga de deficientes, onde motoristas são incapazes de enxergar pedestres e ciclistas, onde ninguém dá a vez para um idoso, onde parar na calçada bloqueando a passagem completamente para pedestres é normal (acontece muito na porta de escolas colocando crianças em risco), onde médicos acham que tudo bem faltar a um plantão mesmo que isto leve uma criança à morte, onde fiscais ignoram o seu trabalho por preguiça ou propina, pessoas ignoram suas simples responsabilidades, onde o preconceito velado tenta minar a auto estima de tantas pessoas...

Chega!

Eu, você, não somos melhores do que ninguém! Somos todos feitos de carne e osso e teremos todos o mesmo fim.

Chega de individualismo! O seu tempo não é mais importante do que o do outro. Respeito ao próximo, uma atitude tão simples e ao mesmo tempo tão difícil que poderia transformar este mundo. Vamos resgatar?


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Receita - Substituindo massa por abobrinha


Para inspirar quem precisa ir para cozinha, mas acha que demora preparar refeições saudáveis, uma receitinha ultra rápida. Trocando massa por abobrinha!

Rale a abobrinha até chegar na parte branca. Cozinhe na água com manteiga e um pouco de sal  (como faria um macarrão). Escorra e sirva com o molho do seu gosto.



Eu comprei molho de tomate pronto (quando não faço compro um de pote de vidro que não contém conservantes e outros ingredientes nocivos), refoguei com cebola, alho, depois acrecentei pimenta picada (retire as sementes!) e alho poró. Ficou divino!



*se gostar de um sabor mais doce coloque canela no molho. Faz um constraste muito saboroso com a pimenta e o tomate.

**Em outra ocasião adicionei queijo e ficou com sabor de lasanha!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Relato e dicas - Prazer na Alimentação Saudável


Faz tempo que algumas amigas me pedem para escrever como foi o processo de mudança dos meus hábitos alimentares. Alguns irão achar que foi radical, mas pensando em como sempre me alimentei, em como cada mudança chegou, vejo que foi uma construção ao longo da vida.

Dizem que quem não aprende no amor, aprende na dor. Eu aprendi a me alimentar bem pelos dois caminhos. Primeiro porque cresci numa casa onde tinha mãe, pai, avó e irmã que sempre cozinharam explendidamente bem. Chegava a faltar espaço no fogão. A cozinha era o principal ponto de encontro da casa, com direito a uma mesa de 6 lugares dentro dela. Por ela que amigos entravam na casa, e na maioria das vezes por lá ficávamos papeando enquanto minha mãe cozinhava. Aprendi pelo amor a gostar de comida de verdade, a experimentar de tudo e pelo exemplo a gostar de verduras (meu pai comia uma bacia de verduras no almoço).

Infelizmente também aprendi com a dor. A primeira vez, quando meu pai operou o coração, toda a família abraçou a mudança com o fim de frituras e redução do sal.

Já adulta eu acreditava me alimentar bem, até que minhas crises de enxaqueca foram piorando cada vez mais. Passei por inúmeros médicos e neurologistas. Um deles quase me matou ignorando a reação que relatava com os inúmeros remédios prescritos. Após uma crise de enxaqueca que durou 5 dias (5 dias sem me alimentar, no escuro, sem conseguir nem falar, parando no hospital e ficando uma semana me sentindo grogue com os medicamentos aplicados), decidi que precisava mudar minha vida.  Foi quando conheci o Dr Alexandre Feldman. Devorei seus livros, tirei dúvidas com pacientes dele e outros leitores, e decidi abraçar a mudança.

Desta vez envolvia mais que uma dieta, envolvia mudanças no sono, horários, forma de dormir, aprender a lidar com estresse, escutar meu corpo e respeitar seu ritmo. Felizmente os exercícios físicos já fazia e sempre (quase sempre) gostei. Seu livro sugeria seguir os novos hábitos alimentares de forma “radical” por 3 meses. Assim o fiz.

Fácil não foi. Principalmente, pois desta vez a mudança não era da família, era só minha. Nunca vou esquecer a primeira refeição. Enquanto todos comiam strogonof com batata frita, eu comia frango com salada e arroz integral. Este último por falta de experiência ficou duro, muito duro, e salgado. A vida é dura caros amigos ;-)

Na minha opinião dois pontos são fundamentais em dietas. A primeira é cortar a palavra dieta de sua vida. Esta palavra perdeu seu verdadeiro significado faz tempo.

"Uma dieta é o conjunto das substâncias alimentares que constitui o comportamento nutricional dos seres vivos. O conceito provém do grego díaita, que significa “modo de vida”. A dieta é portanto um hábito e representa uma forma de viver."

Meu conselho é: não faça uma dieta, mude seus hábitos alimentares! Pode parecer loucura, mas você pode reeducar seu paladar, deixar de gostar tanto de doces, apreciar legumes, verduras e frutas.

Após os 3 meses entendi o porque do conselho de cortar completamente açúcar e farinha. Tudo bem que nunca fui muito fã de açúcar, mas lembro até hoje de no final dos três meses sem um grãozinho de açúcar, não conseguir chegar no final de uma tangerina bem madura. Ela simplesmente estava muito doce para mim. Louca?! Muitos acham que sim, mas é a mais pura verdade. O paladar muda.

O segundo ponto é que esta guerra pela mudança de hábitos é interna e individual. Você pode ter todo apoio da família, até ter ao redor as pessoas passando pela mesma fase e, apesar deste apoio ajudar, só você poderá ganhar este desafio. Para mim o mais difícil foi a retirada do pão, da farinha. O pãozinho do café da manhã que não apenas acompanhava o hábito, mas trazia fortes lembranças do meu pai que preparava com azeite e queijo derretido. Isto e café com leite estavam para mim no topo do confort food. Digo que passei até por crise de abstinência sentindo ansiedade e desejo. Eu, euzinha, era a única que poderia resistir.



PLANEJAMOS NOSSAS VIDAS. PORQUE NÃO A ALIMENTAÇÃO?

É importante planejar e ter até um plano B para imprevistos. Você sempre terá eventos, festas e ocasiões com tentações ao redor (prometo que muitas deixarão de ser tentações com o passar do tempo). Nunca deixei de participar de evento algum. Me alimentava muito bem antes de ir para festas e encontros com amigos e levava sempre na bolsa aquele “doce de banana”, tipo mariola. Alimenta bem, fácil de levar. Água era sempre minha melhor amiga. Quando ia em eventos longos na casa de amigos próximos, levava uma “marmita” com quantidade extra, porque descobri rapidamente que a minha nova alimentação não era saborosa apenas para mim.

Se precisar comer fora uma boa saída são carnes grelhadas) e a boa salada, pois o preparo da comida também importa e muito. A dica para idas em restaurantes é usar o medo que eles possuem dos clientes terem uma crise alérgica grave. Sempre digo que tenho alergia severa a glutamato monossódico. Sim, muitos adicionam isto nas carnes ao invés de recorrerem a ervas, a temperos de verdade. Já deixei de comer em alguns locais, em outros preparavam a carne apenas com sal para mim. Na época enviei e-mail para os locais que mais gostava questionando sobre preparo e ingredientes. O Joe & Leos, por exemplo, enviou uma resposta diretamente de sua nutricionista.

Trocar receitas com quem já mudou os hábitos (as da Pat Feldman me salvaram e deram muitas boas ideias), aprender a gostar da cozinha, ajuda. Vopcê irá aprender cada vez mais sobre alimentos, e terá vontade de fazer verdadeiras experiências, trocando produtos nem sempre bons, por soluções saudáveis.

Pode parecer sacrificante no início, mas depois vira hábito, sua rotina, simples assim. Reafirmo VALE A PENA! Não fico doente, não gripo, tenho muito mais energia que antes.

O que posso fazer para ajudar? Quem quiser tem meu apoio e prometo responder todos os comentários e dúvidas. Boa mudança! ;-)

Amanhã vou postar a receita que pediram onde a abobrinha substitui a massa.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

É da nossa conta!


Recentemente conheci através da Samantha Shirashi o trabalho da Rede Pró Menino. Felizmente, assim como eu, muitas pessoas abraçaram a ideia desta blogagem coletiva pela erradicação do trabalho infantil. Vou parecer um pouco repetitiva, mas novamente vou citar a experiência do meu pai, por ter sido a mais próxima em relação ao trabalho infantil.

Meu pai começou a trabalhar aos 8 anos de idade, entregando as roupas que minha avó lavava. Logo depois veio o seu primeiro emprego "oficial" numa mercearia. Também foi lá que sofreu sua primeira demissão "por justa causa". Ele, ainda criança, muitas vezes passava o dia apenas com um copo de leite e um dia não resistiu e pegou as sobras do almoço que a dona da mercearia direcionava para o papagaio de estimação. Céus! Não estou falando para descuidar do animal, mas ignorar a fome de uma criança?!

O tema me toca, pois meu pai concluiu apenas a primeira etapa do fundamental. Mesmo sendo um leitor ávido e grande auto didata, sentiu os reflexos de não ter concluído os estudos durante toda sua vida. Tenho certeza que ele poderia ter alçado voôs ainda maiores. Que chance ele teria hoje neste mercado onde muitas vezes uma pós graduação é considerado pouco? Lembro dele ficar envergonhado de não saber inglês, errar certas palavras, e ao mesmo tempo sentir uma felicidade e orgulho enormes por nos ver adquirindo o conhecimento ao qual ele não teve acesso.

Um dos sonhos na minha vida eu não consegui, nem conseguirei realizar,  era cuidar dele, falar "pai, pode parar de trabalhar que agora eu cuido de vocês". Meu pai faleceu antes. O legado ele deixou, talvez por isto o tema educação me interessa cada vez mais, sou grata por tudo que nos proporcionou e ensinou.

No momento não estou envolvida em trabalhos voluntários, mas faço minha parte como consumidora, deixando de comprar marcas que utilizem trabalho infantil. Ajudo algumas instituições de forma pontual e planejo voltar a me envolver mais, voltar a seguir o exemplo dos meus pais.

Entendo que em muitas situações as famílias ficam sem escolha, a fome é imediata, mas não deveria ser assim. O trabalho infantil alimenta o ciclo de pobreza, afasta inúmeras crianças da educação e oportunidade de melhoria de vida. Boas escolas públicas, em horário integral, certamente poderiam fazer uma grande diferença. Quem sabe com uma grande mobilização conseguiremos?

Esta blogagem coletiva planta uma semente, nos faz refletir e motiva a sair do teclado e ir além. Quem sabe um dia a história de muitos será diferente.


Saiba mais, reflita, participe!

Blogagem coletiva É da nossa conta!
Mais informações:A Vida Como a Vida Quer da Samantha Shiraishi (@samegui) -É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente
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Twitter: @promenino

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professores, o meu muito obrigada!


Sempre acreditei na educação como a única forma de mudar o mundo para melhor. A educação nos capacita, nos torna capazes de avaliar e contestar informações, de fazer escolhas melhores. E quem mais além de nós mães e pais pode ter grande influência na vida de nossos filhos? Os professores!

Lembro com carinho de cada professor que me influenciou de forma positiva.

Lembro da professora Elvira de português, muito rigorosa, mas a primeira pessoa que me motivou a escrever, que me fez acreditar que poderia escrever bem. (ela morreria com esta sentença com tantos "ques")

Lembro do professor Guilherme de história, ele nos desafiou a criar programas de rádio e nos envolveu em debates sobre presidencialismo e parlamentarismo. Certamente professor Guilherme motivou meu interesse na política e me fez ver a importância do tema.

Prof. Cáritas, também de história, além de excelente professora, ainda arrumava tempo para conversar com as meninas sobre meninos, namoro, a vida!

Lembro com carinho do professor de matemática Moura. Ele suou muito para me mostrar que não só era capaz de aprender matemática, como sabia a matéria.  O primeiro a tentar eliminar um bloqueio criado por outro professor.

Da prof. Beth e  Eliete, outras excelentes professoras de português. A prof Maria Antonia que ao invés de simplesmente nos ensinar história, realizou conosco uma "reprodução" do último baile da ilha fiscal.

De professores da faculdade e pós graduação que me desafiaram a buscar sempre melhorar (Nico van Dongen !) e nunca ficar satisfeita com apenas o bom. Eliana Formiga da faculdade, numa simples conversa me deu dicas preciosas para conquistar meus primeiros clientes.

Do grande mestre, professor e amigo Henrique Sarkis. Me desafiou, jogou na fogueira, dando oportunidade para minha primeira palestra já para um grupo de  mais de 70 pessoas. Suas turmas passaram a ter uma busca absurda, pois ele ia além, tocava as pessoas e, quem o escutava, certamente mudou e cresceu profissionalmente.

Poderia prosseguir com a lista (felizmente a minha é grande), falar um pouco de cada um, mas hoje queria apenas agradecer. Agradeço a cada um, por cada ensinamento, desafio, crescimento!

Agradeço e peço que as pessoas voltem a dar o devido valor a estes profissionais. Eles certamente fazem parte de um grupo muito especial de pessoas, capaz de gerar mudança, mudança para um mundo melhor!


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pelo direito de escolha

Antes de começar o post, vou reproduzir logo uma mensagem que coloquei na minha timeline do facebook antes da primeira marcho do parto.

"Lendo muitos comentários sobre parto natural, normal, cesárea. Ambos os lados se sentindo ofendidos. O radicalismo afastando as pessoas quando nós mulheres deveríamos estar unidas pelo simples fato que temos direito a escolha! Por defender um médico raro, que atende de forma humana e respeita famílias e bebês

Não acho que me tornei mãe quando engravidei, quando pari, nem quando amamentei. Ainda sou uma mãe em construção todos os dias. Cada dia aprendo mais, cada dia este amor cresce mais.

Que consigamos todas crescer e dialogar sem julgamentos por causas como esta que são muito importantes sim."

Porque vou tocar neste assunto novamente? Porque neste domingo teremos a Marcha pela Humanização do Parto. A MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO acontecerá no dia 05/08/2012, este domingo, com concentração às 14 horas na Praia de Ipanema, altura do posto 9.

Movimento contra as Resoluções 265 e 266/12 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) que vetam a participação de doulas, parteiras e obstetrizes em partos hospitalares e a participação de médicos em equipes de parto domiciliar planejado.

Caso queiram saber mais sobre o evento. Clique aqui para ver as informações completas no Facebook

Por que defendo a causa? Pelo direito de escolha! Por médicos mais humanos. Por acreditar que o CREMERJ deveria se preocupar antes com a saúde das mulheres e bebês e ao proibir que médicos acompanhem partos em casa está tirando esta assistência. A medicina no Brasil e assistência à mamãe e bebê precisam evoluir muito.

Não quero influenciar na escolha de ninguém, mas gostaria que todas tivessem escolha!

Participe, divulgue, não importa qual é ou foi a sua escolha!



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Olimpíadas 2012

Meu marido decidiu conversar com o filhão sobre as olimpíadas e eu precisava registrar esta conversa e vocês já entenderão porque

Pai: - Filho, vai começar as olimpíadas...(explicação sobre o que é)
Filho: - Eu quero ver judô e natação porque é o que eu sei!

Depois meu marido contou que daqui a 4 anos as olimpíadas acontecerão aqui no Rio. A resposta do nosso filho não podera ser melhor.
- Pai, eu posso participar?



Fiquei pensando como as olimpíadas podem motivar nossos pequenos atletas a praticarem esportes, e mesmo que não se tornem atletas profissionais, a terem uma vida mais saudável.

Quem vai aproveitar as férias e ver olimpíadas com os filhos?

sábado, 23 de junho de 2012

O melhor post do mundo... será?

Queridas(os), estou concorrendo com estes texto ao melhor post do mundo. Caso gostem do blog, do texto  ou de mim (rs) por favor me ajudem votando. São apenas 2 cliques.

O texto foi publicado anteriormente em agradecimento a tantas amizades e apoio entre mães no nosso mundinho virtual.

Se puder faça agora, pois quando deixamos para depois esquecemos

1- Visite este link: http://on.fb.me/Mma5Bx.

2- De LIKE no topo the pagina.

3- e depois clique VOTE.
(vai perguntar para confirmar sua conta, mas é só para não deixar as pessoas votarem 2 vezes, NAO vai roubar seus dados nao :)

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A Minha Vila (para ver a postagem original e comentários clique aqui )

Durante a gravidez li um livro sobre parto normal que mostrava em determinado momento a diferença do apoio da comunidade à mulher grávida e em resguardo hoje e no passado. Quando ainda se moravam em vilas, pequenas comunidades, a nova mamãe recebia o apoio das mulheres da vila, seja com o bebê ou com os cuidados da casa. Nunca mais esqueci isto. Tão diferente dos tempos modernos no qual mal encontramos tempo para estar com amigos e familiares.

Depois de 40 semanas de gestação meu filho, meu presente, chegou. De repente estava em casa com aquele pacotinho lindo, um sonho realizado...mas e agora? Na primeira noite em casa, talvez por reação de uma vacina, ninguém dormiu. Ele chorava constantemente e eu e meu marido nos entreolhavamos desesperados por não entender o que acontecia. Com 15 dias começaram as cólicas... eu vivia cansada, sem dormir. Em algumas crises eu chorava junto com ele. Mesmo restringindo minha alimentação, tentando diversos métodos, as crises eram fortes e constantes. Conclusão, não conseguia quase passear com ele e me sentia isolada.

Neste período eu acabei conseguindo, de forma virtual, construir a minha vila. Uma comunidade recente no orkut, formada na maioria por mães de primeira viagem. Lá recebia carinho, apoio. Vi mães com dificuldades ainda maiores que a minha, outras não... mas todas passando por uma transformação enorme em suas vidas. De repente não era a única cansada, a única a me questionar se teria mesmo nascido para ser mãe, a única por chorar quando o filho sofria de dor (mesmo sabendo não ser nada grave), a única com mil questionamentos sobre cuidados com o bebê e mais, a perceber como tudo era diferente na prática.

Mamães mais experientes de diversas comunidades e blogs me enviavam dicas, me ofereciam um ombro amigo, arrumavam um tempinho via skype ou msn para simplesmente me escutar. Formei amigas com as quais troquei informações e abobrinhas. Com elas chorei e ri. No curto período entre filho, trabalho e sono era lá que mantinha alguma vida social.

Hoje continuo conhecendo mães pelo mundo virtual e com cada uma aprendo cada vez mais. A vocês mamães, minhas amigas, a minha grande vila, deixo a minha gratidão, o meu muito obrigado!

Anamaria Mendes

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pelas mulheres e seu direito de escolha

arte Thalita Dol
Neste final de semana acontece em inúmeras cidades do brasil a Marcha do Parto em Casa.

O movimento não quer que você faça seu parto em casa, quer defender o direito de escolha da mulher, da escolha consciente, baseada em evidências, quer defender o direito de profissionais da área de saúde atenderem a estas mulheres, destas mulheres serem assistidas por profissionais capazes.

Você que fez cesárea ou optou por cesárea já pode ter se sentido julgada pelas defensoras do parto natural. Eu mesma me senti julgada por uma pessoa que atua nesta área. (Não agradei nem quem escolhe cesárea, nem natural...mas o que isto importa? Foi minha escolha ;-)) Você pode até achar quem opta pelo parto em casa louca, insana, mas acredito que irá concordar que este é um direito da mulher, daquela família, não? Hoje a mulher que deseja um parto natural enfrenta uma verdadeira batalha em nosso país.

Eu adoraria ter tido um parto mais humanizado, acredito que o andamento do parto (quando tudo esta bem com mulher e bebê) fluiria até melhor num ambiente mais aconchegante que o centro cirúrgio e cheguei a ter que brigar com enfermeiras que insistiam em fazer procedimentos que minha go não pediu, apenas por ser de praxe. Acho que todas nós merecemos mais respeito!

Eu estou me organizando para estar lá no domingo. Não quer ou não pode participar? Ao menos assine a petição aqui

Este texto do movimento explica melhor o porquê de sua existência.

"O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, Jorge Kuhn, ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). O motivo foi a declaração favorável do profissional ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). Na reportagem, Kuhn afirmou que o ambiente domiciliar pode ser considerado um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gestações de baixo risco, assim como preconiza a Organização Mundial de Saúde.

A marcha também tem o objetivo de chamar atenção para a importância da humanização do parto e do nascimento e para a melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no Brasil, que tem registrado altas taxas de cesarianas, alcançando a primeira colocação no ranking mundial em número de procedimentos. De acordo com a Tabela de Nascidos Vivos no Brasil de 2011, que inclui dados da rede pública e privada de saúde, 52% dos partos realizados no país no ano passado foram cesarianas, número que vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, esse índice era de 38%.
As manifestantes consideram a decisão dos conselhos de Medicina em punir profissionais que se colocam a favor do parto domiciliar arbitrária, por compreenderem que a mulher deve ter o direito de decidir sobre o local em que pretende parir."


Veja abaixo os dias e horários da marcha em sua cidade

Rio de Janeiro - RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h
Contatos: Ingrid Lotfi             (21) 9418-7500      
 
São Paulo - SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) - Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte             (11) 9806-7090      
 
São José dos Campos - SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h
Contato: Flavia Penido             (12) 9124-9820      
 
Campinas - SP
Local: Praça do Côco /Barão Geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h
Contato: Ana Paula             (19) 9730-0155      
 
Ribeirão Preto - SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h
Contato: Marina B Fernandes             (16) 9963-9614      
 
Sorocaba - SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal             (15) 8115-9765      
 
Ilhabela - SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Isabella Rusconi             (12) 96317701       / Alejandra Soto Payva             (12) 9149-8405      
 
Vitória - ES
Local: Praça dos Namorados - Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda             (27) 8808-8184      
 
Brasília - DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 9h30h
Contatos: Clarissa Kahn             (61) 8139-0099       e Deborah Trevisan             (61) 8217-6090      
 
Belo Horizonte - MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30
Contato: Polly             (31) 9312-7399       e Kalu             (31) 8749-2500      

Recife - PELocal: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Paty Brandão (81) 8838-5354/9664-7831, Patricia Sampaio Carvalho
Fortaleza - CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h
Contato: Semírades Ávila
Salvador - BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Daniela Leal             (71) 9205-9458      , Anne Sobotta             (71) 8231-4135       e Chenia d'Anunciação             (71) 8814-3903       / 9977-4066
Maceió - AL
Local: Alagoinhas, até a Praça Vera Arruda
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café             (82) 9107-3111      
Curitiba - PR
LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11h
Contatos: Inês Baylão             (41) 9102-7587      
 
Florianópolis - SC
Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Ligia Moreiras Sena             (48) 9162-4514       e Raphaela Rezende raphaela.rnogueira@gmail.com
 
Porto Alegre - RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Maria José Goulart             (51) 9123-6136       /             (51)3013-1344